CRISTENES EVANS MARQUES RIBEIRO

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                    RELATÓRIO TÉCNICO CONCLUSIVO ACERCA DE
UMA PROPOSTA DE PLANO MUSEOLÓGICO
PARA O MUSEU THÉO BRANDÃO DA
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS

RELATÓRIO TÉCNICO CONCLUSIVO ACERCA DE UMA
PROPOSTA DE PLANO MUSEOLÓGICO PARA O MUSEU
THÉO BRANDÃO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
Relatório técnico apresentado pelo mestrando Cristenes Evans
Marques Ribeiro ao Mestrado Profissional em Administração
Pública em Rede, sob orientação da docente Daiane Pias
Machado, como parte dos requisitos para obtenção do título
de Mestre em Administração Pública.

03

Contexto e/ou organização e/ou
setor da proposta

04

Descrição da situação-problema

06

SUMÁRIO

Resumo

Objetivos da proposta de intervenção 08
Diagnóstico e análise

Proposta de intervenção

Considerações Finais

Referências

Protocolo de recebimento

11

15

31

32

33

RELATÓRIO TÉCNICO CONCLUSIVO

03

RESUMO
Neste relatório técnico é apresentado a
proposta de Plano Museológico para o
Museu Théo Brandão de Antropologia e
Folclore da Universidade Federal de Alagoas,
baseada em diferentes concepções e nos
objetivos
estratégicos
deste
estudo
explanados a partir do levantamento
bibliográfico, da análise de artigos científicos
e da investigação documental.

Dessa maneira, com base na análise
situacional e na legislação atual, elaborouse a proposta de intervenção que inclui
algumas recomendações de ações que
poderão ser implementadas pelo Museu
Théo Brandão visando a melhoria dos
processos e para atender às orientações do
Tribunal de Contas da União, haja vista que
o Plano Museológico é uma ferramenta legal
e estratégica projetada com o intuito de
facilitar
consecução
dos
objetivos
institucionais do Museu.

RELATÓRIO TÉCNICO CONCLUSIVO

04

CONTEXTO
O presente documento apresenta um
delineamento
inicial
direcionado
para
a
elaboração
do
Plano
Museológico do Museu Théo Brandão
de Antropologia e Folclore da
Universidade Federal de Alagoas
(MTB/Ufal).
O
Plano
Museológico
é
uma
ferramenta crucial para a gestão dos
museus, sendo compreendido como
o
instrumento
básico
de
planejamento estratégico que retrata
o funcionamento da instituição, uma
vez
que
orienta,
coordena
e
sistematiza as ações prioritárias, os
objetivos que se pretende alcançar e
as atividades a serem executadas.
.

O Plano Museológico está em
conformidade com a orientação
apresentada no artigo 44, da Seção
III, do Capítulo II, da Lei de n° 11.904 de
14 de janeiro de 2009, que institui o
Estatuto de Museus e dá outras
providências. Consoante a legislação,
um Plano Museológico possui sentido
global e integrador, indispensável
para a identificação da missão da
instituição museal e para a definição,
o ordenamento e a priorização dos
objetivos e das ações de cada uma
de suas áreas de funcionamento.

RELATÓRIO TÉCNICO CONCLUSIVO

O Estatuto de Museus representa um
conjunto de diretrizes para o campo
de atuação museológica e prescreve
que o Plano Museológico deve ser
avaliado
permanentemente
e
revisado
pela
instituição
com
periodicidade, assim como deve
revelar a vocação institucional e
particularidades que se alinham as
ações estratégicas definidas para um
determinado período de tempo.

05

O
Museu
Théo
Brandão
de
Antropologia e Folclore é tido como
um
órgão
suplementar
à
Universidade Federal de Alagoas
(Ufal), que atua no apoio à pesquisa,
ao ensino e à extensão nas áreas das
ciências sociais e da cultura
alagoana. O MTB/Ufal foi criado em
20 de agosto de 1975 para abrigar a
coleção de arte popular doada pelo
professor,
médico
e
folclorista
Theotônio Vilela Brandão, por isso, seu
nome abreviado, Théo Brandão, deu
nome à instituição.

O fruto desse trabalho que origina-se de uma
dissertação
do
Programa
de
Mestrado
em
Administração Pública (Profiap), da Faculdade de
Economia, Administração e Ciências Contábeis (Feac),
da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), não é um
produto acabado, e sim suscetível a revisões,
atualizações e melhorias, para as quais, recomenda-se
a participação da equipe integrante do museu,
consultas à comunidade e engajamento dos diversos
segmentos da Universidade.

06

RELATÓRIO TÉCNICO CONCLUSIVO

DESCRIÇÃO DA SITUAÇÃO
PROBLEMA

O intuito deste trabalho é possibilitar a
compreensão das principais características
do Museu Théo Brandão quanto ao seu
processo de formação, sua importância,
estrutura, seu acervo e sua situação atual.
Em 1977, o Museu foi instalado no prédio de
arquitetura eclética, localizado na Avenida
da Paz, 1490, centro de Maceió, Alagoas, que
é sua sede própria até os dias atuais. Ao
longo da história, a edificação do Museu,
construída no início do século XX, teve várias
ocupações, desde residência familiar, hotel,
restaurante como também já acomodou a
residência
universitária
feminina,
até
assumir a sua destinação museológica.

O imóvel, um palacete que pertencia à
tradicional família Machado, localiza-se à
beira-mar, numa das principais vias da
cidade e constitui em um dos mais
significativos exemplares da arquitetura de
Maceió. Passou por várias reformas, teve
decoração acrescida de alguns elementos,
como a sua exuberante cúpula e teve seu
espaço
físico
ampliado
com
o
aproveitamento do porão residencial, que
serviu, primeiramente, para abrigar a
Pinacoteca Universitária e, atualmente, é um
espaço que integra o circuito museológico
com salas de exposições temporárias e um
mini-auditório.

RELATÓRIO TÉCNICO CONCLUSIVO

O MTB sempre desempenhou sua vocação
como centro cultural até ser totalmente
fechado por problemas de infraestrutura,
em 1988, e transferido para o Espaço Cultural
Salomão de Barros da UFAL. O fechamento
da área do antigo casarão dos Machados
acelerou o processo de degradação do
prédio.
Após uma década com suas instalações
fechadas,
inicia-se
o
processo
de
restauração para recuperação do prédio,
que, em agosto de 2001, foi entregue à
sociedade totalmente renovado. Entretanto,
a abertura oficial para o público só ocorreu
em meados de 2002, com uma exposição de
longa duração montada sob a curadoria do
museólogo e antropólogo Raul Lody, após a
higienização e ampliação do acervo,
acondicionamento das peças, adequação
do circuito com a devida iluminação e
aclimatização e modernização do imóvel.
Contudo, depois de mais de 20 anos da
última reforma e restauração, além de
vivenciar o período de pandemia, que trouxe
inúmeros desafios para o setor cultural no
mundo, o MTB encontra-se, outra vez, com
sua exposição de longa duração fechada
aos visitantes, por apresentar problemas
elétricos e sofrer com a precariedade de sua
infraestrutura.
Recentemente, o MTB, juntamente com a
Prefeitura Municipal de Maceió, participou do
Edital de Chamamento Público do Iphan nº
09/2023, que selecionou projetos para o
Novo
Programa
de
Aceleração
do
Crescimento (Novo PAC) idealizado pelo
governo federal, relacionados a bens
acautelados,
inseridos
no
escopo
estabelecido pelo Decreto-Lei nº. 25, de 30
de novembro de 1937, pela Lei nº. 3.924, de 26
de julho de 1961, pela Lei nº. 3.551, de 4 de
agosto de 2000, pela Lei nº. 11.483, de 31 de
maio de 2007 e pelas normativas do Iphan,
para a elaboração de projetos de
arquitetura, engenharia e complementares
voltados à proteção e promoção de
instituições relevantes.

07

O novo projeto de restauro do MTB foi
contemplado pelo supramencionado edital
e deverá passar pelas fases de preparação
e adequação às disposições determinadas
pelos
órgãos
responsáveis,
enquanto
aguarda
novos
posicionamentos
das
esferas públicas envolvidas voltados para a
elaboração dos projetos complementares
das obras.
O Museu Théo Brandão de Antropologia e
Folclore promove o passado, impulsiona o
presente e idealiza o futuro da gente
alagoana. Abriga e expõe para o público
coleções de arte popular, expressadas pela
Literatura de Cordel, reproduzidas pelas
xilogravuras e traduzidas nas vestimentas
dos folguedos populares e peças criadas
pelos artesãos.
O acervo documental, as pesquisas inéditas,
os fichários de materiais ligados ao folclore,
as fotografias, os filmes, as fitas cassetes, os
folhetos de cordel e toda a biblioteca
pertencente
à
museografia
do
MTB
apresentam ao público peças e materiais
selecionados e organizados que formam um
circuito que simboliza o tradicional e o
contemporâneo
da
cultura
popular
alagoana.
A relevância do Museu Théo Brandão
fundamenta-se no fato de a instituição
acomodar um expressivo acervo de cultura
popular, tanto no que se refere às peças e
aos itens históricos, como pelos arquivos
documentais no âmbito da antropologia e
do folclore. Outro privilégio do Museu é a sua
localização, numa das principais vias que
conecta a cidade ao litoral sul do Estado,
que possui um enorme potencial turístico.
Consequentemente, o MTB é considerado
parada obrigatória para o turismo cultural
de
Alagoas.
As
mais
diversas
representações que retratam o acervo
museográfico
do
MTB
decorrem
de
observações
contemporâneas
sobre
múltiplas concepções da cultura e da
sociedade local, respaldando as crenças
populares e as tradições do povo brasileiro,
consagrando, deste modo, o Museu como a
casa da gente alagoana.

RELATÓRIO TÉCNICO CONCLUSIVO

08

OBJETIVOS DA PROPOSTA
Esse esboço do Plano Museológico do Museu Théo Brandão dedica-se em
propor alternativas concernentes à idealização de estratégias que possam
endossar maior assertividade na formulação e execução dos fins
institucionais. Essa publicação baseia-se em pesquisas documentais, estudos
acadêmicos e análises de diversos Planos Museológicos disponibilizados por
museus universitários espalhados por todas as regiões do Brasil e
pertencentes às esferas federal e estadual.
À vista disso, o instrumento poderá traduzir significativas instruções para o MTB
e outros equipamentos culturais. Outra pretensão dessa proposta é que ela
seja o primeiro passo para grandes realizações dentro da organização e possa
motivar e guiar a todos os interessados.

RELATÓRIO TÉCNICO CONCLUSIVO

09

O documento está seccionado em três partes: a primeira é composta pelo
Planejamento Conceitual (missão, visão e valores); Diagnóstico (análise do
ambiente externo e interno) e Objetivos Estratégicos; a segunda seção refere-se
aos programas correspondentes às áreas de trabalho e funções do Museu; por
fim, a terceira subdivisão diz respeito aos projetos a serem desenvolvidos pelo
MTB ou que estão em desenvolvimento.
A metodologia e roteiro adotados para a concepção deste trabalho foram
baseados nas seguintes etapas: Etapa 1 - Construção do Perfil Museológico por
meio de realização de um diagnóstico dirigido à elaboração do planejamento
conceitual do museu e a respectiva matriz SWOT; Etapa 2 - Investigação e
identificação de atos e ações concernentes aos Programas empreendidos pelos
setores específicos do museu; e, Etapa 3 – Sugestões e priorização de
operações para cada um dos programas e projetos relacionados à
representação museológica do MTB, com vistas à consolidação e
compatibilização da atuação dos setores existentes no Museu.
Foram examinados documentos como portarias, ofícios, relatórios, registros,
catálogos, manuscritos, entre outras fontes de informação impressas e digitais
relativas à instituição. Também foram analisados aspectos característicos do
Museu, como sua vocação, políticas culturais, públicos, natureza administrativa,
recorte patrimonial, modelo museológico e finalidades.
Outras referências bibliográficas e plataformas digitais foram importantíssimas
para elaboração textual, tais como, o documento do Ibram denominado como
“Subsídios para a elaboração de planos museológicos”; o livro intitulado como
“A Casa da gente alagoana: Museu Théo Brandão”, sob a coordenação de Raul
Lody e Carmem Lúcia Dantas e publicado pela Editora da Ufal (Edufal); e, o sítio
eletrônico do museu: http://www.mtb.ufal.br/.

RELATÓRIO TÉCNICO CONCLUSIVO

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Para a efetiva aplicação deste plano, recomenda-se o mapeamento de
processos e a confecção de alguns instrumentos de gestão do acervo e do
museu, a saber: fichas de objeto; fichas catalográficas; fichas técnicas de
conservação preventiva; laudos técnicos de obras de arte; termos de doação;
termos de empréstimo; termos de cessão de imagem; termos de comodato;
termos de contrato de exposição; termos de uso do espaço; termos de
responsabilidade para obras do acervo, entre outros.
Diante do exposto, tem-se a intenção de constituir o documento museológico
estratégico, balizador da trajetória do MTB/Ufal, para os próximos cinco anos,
assim, as tratativas poderão iniciar-se no ano de 2026.

RELATÓRIO TÉCNICO CONCLUSIVO

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DIAGNÓSTICO E ANÁLISE
Como já abordado, o objeto de estudo
desse PTT é o Museu Théo Brandão de
Antropologia e Folclore (MTB), um órgão
suplementar da Universidade Federal de
Alagoas (UFAL), que guarda e mantém toda
a coleção de arte popular e os acervos
documental, arquivístico e bibliográfico
doados pelo ilustre Théo Brandão.
No momento da feitura deste trabalho, o
Museu Théo Brandão encontra-se com sua
exposição
de
longa
duração
(ou
permanente) temporariamente fechada,
portanto, não está recebendo visitação
espontânea e o grande público, em geral,
apenas grupos de pesquisadores e a
comunidade
universitária,
com
agendamento prévio.
Portanto, para a mensuração de dados e
informações relativas à percepção do
público, a metodologia escolhida foi a
análise das considerações dos públicos no
espaço virtual da internet.

Ao desenvolver a estratégia para a
realização de uma análise situacional,
são avaliadas duas vertentes: a
externa e a interna. Na vertente
externa,
a
organização
precisa
analisar o ambiente em que está
situada. Já na vertente interna, a
atenção se volta para os aspectos
internos da própria organização.
É importante dedicar especial atenção
às
pesquisas
de
público
na
formulação dessa análise, visando a
realização de um diagnóstico preciso.
Isso inclui também os estudos que
abordam o perfil das pessoas
envolvidas nas atividades do museu.
O público abrange tanto aqueles que
visitam o museu quanto aqueles que
não o fazem.
As investigações sobre o público estão
ligadas à forma como esses grupos
percebem a instituição, tanto em
relação aos que participam das
atividades oferecidas quanto na
conexão com os potenciais visitantes.

RELATÓRIO TÉCNICO CONCLUSIVO

Uma série de métodos e ferramentas
podem ser aplicadas para identificar
os elementos dos ambientes interno
e externo. Um instrumento muito
utilizado para essa atividade é a
matriz SWOT.

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A matriz SWOT ou FOFA – denotada por
Strengths
(Forças),
Weaknesses
(Fraquezas),
Opportunities
(Oportunidades) e Threats (Ameaças) é
um instrumento que tem a capacidade
de fornecer informações para o
planejamento estratégico, pois sua
estrutura permite a identificação de
atributos
distintivos
de
uma
organização, o reconhecimento de
condições
prejudiciais
ao
seu
funcionamento, a seleção de ações
apropriadas e quais as possíveis
ameaças organizacionais, com efeito, a
matriz SWOT acentua os pontos fortes,
mitiga as fraquezas, explora as
oportunidades e aborda as ameaças.

A figura 1 demonstra um resumo sobre as avaliações do público no sítio eletrônico
Google.com, quando é pesquisado o termo “Museu Théo Brandão”. No momento da
realização desta análise, foram aferidos 643 comentários e uma média de avaliação de 4,4
estrelas, numa escala que varia entre 1 e 5 estrelas.

RELATÓRIO TÉCNICO CONCLUSIVO

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A partir do levantamento realizado sobre a percepção do público externo através dos
comentários e avaliações apresentadas na plataforma digital Google.com, foram
identificadas algumas oportunidades e ameaças referentes ao MTB na visão da
sociedade, que permitem a apresentação deste diagnóstico situacional. Os pontos
positivos e negativos do MTB sintetizam seus aspectos internos, ou seja, suas forças e
fraquezas que podem facilitar ou prejudicar as ações institucionais.
A matriz SWOT elaborada para o Plano Museológico, baseia-se nas experiências e
metodologias aplicadas no processo de coleta de materiais e opiniões referentes ao
diagnóstico situacional do Museu Théo Brandão, conforme os quadros que se apresentam a
seguir.

RELATÓRIO TÉCNICO CONCLUSIVO

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RELATÓRIO TÉCNICO CONCLUSIVO

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PROPOSTA DE INTERVENÇÃO
O Plano Museológico constitui um instrumento estratégico fundamental para a gestão
Lorem
Ipsumprioritárias e os objetivos
museal, orientando, coordenando e sistematizando
as ações
institucionais. Conforme estabelece o artigo 44 da Lei nº 11.904/2009, que institui o Estatuto de
Museus e dá outras providências, o plano trata-se de um documento de caráter integrador,
indispensável para a definição da missão e das diretrizes operacionais das diversas áreas
funcionais dos museus. Além disso, deve ser avaliado continuamente e submetido à revisão
periódica, para refletir a vocação institucional e as estratégias delineadas para momentos
específicos de atuação.
A Figura 2, objetiva apresentar as etapas e programas que compõem a estrutura do Plano
Museológico determinada pela legislação brasileira vigente.

Lorem Ipsum

A Figura 2 fundamentam-se na Resolução Normativa do Ibram n° 2, de 2021, e na Lei nº 11.904,
de 14 de janeiro de 2009, o Estatuto de Museus.
O Plano Museológico deve conter: 1) Caracterização – histórico, espaços, acervos e públicos
do museu; 2) Planejamento conceitual – definição da missão, visão, valores e objetivos
estratégicos; 3) Diagnóstico – análise do ambiente interno e externo, incluindo forças,
fraquezas, oportunidades e ameaças; 4) Programas – ações estratégicas em diversas áreas:
institucional, gestão de pessoas, acervos, exposições, educativo e cultural, pesquisa,
arquitetônico-urbanístico,
segurança,
financiamento
e
fomento,
comunicação,
socioambiental e acessibilidade; 5) Projetos – detalhamento das ações dos programas com
cronograma, metodologia e sistema de avaliação.
Assim sendo, a partir dessas considerações, será apresentada a proposta de Plano
Museológico para o Museu Théo Brandão de Antropologia e Folclore da Universidade Federal
de Alagoas.

RELATÓRIO TÉCNICO CONCLUSIVO

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SEÇÃO I: PLANEJAMENTO CONCEITUAL E OBJETIVOS ESTRATÉGICOS DO MTB
Planejamento Conceitual
O planejamento conceitual empregado neste Plano Museológico passa pela definição da missão, da
visão e dos valores do Museu Théo Brandão. A missão relaciona-se à função social da organização e
aponta sua razão de ser e existir. A visão é a projeção futura da imagem da organização, é a situação
desejada que norteia os objetivos e a missão. Os valores são o conjunto de conceitos, filosofias, virtudes
e crenças que a organização preza e pratica.
Missão
Promover a pesquisa e a difusão do conhecimento antropológico interdisciplinar, acerca da diversidade
científico-cultural e práticas populares, prioritariamente oriundas do Estado de Alagoas, a partir da
Lorem
Ipsum sob sua custódia, de modo
conservação, preservação, valorização e fomento dos acervos
museológicos
a colaborar com os processos de construção da cidadania, do fortalecimento das identidades regionais
e da democratização, em consonância com a tríade de caráter universitário do ensino, pesquisa e
extensão.
Visão

Lorem Ipsum

Ser uma instituição museológica universitária de referência em nível regional e nacional, a fim de
promover o conhecimento com ações continuadas de ensino, pesquisa e extensão, democratizando o
acesso aos nossos acervos museológicos e valorizando a diversidade cultural local, de forma
socialmente responsável e inclusiva.
Valores

● Democratização do acesso e da participação de todos os públicos.
● Respeito à diversidade;
● Respeito ao público;
● Valorização do conhecimento;
● Proteção do acervo sob sua tutela;
● Fomento à produção artística popular;
● Preservação, pesquisa e difusão da cultura popular;
● Justiça social, equidade, cidadania e preservação do meio ambiente;
● Difusão do conhecimento científico e tecnológico;
● Sustentabilidade e eficiência na gestão de recursos físicos, humanos e financeiros;
● Transparência nos processos, ações e resultados;
● Excelência e busca pela qualidade;
● Fortalecimento da economia criativa e do capital intelectual para a criação, produção e distribuição
de bens e serviços;
● Caráter universitário, público e acessível;
● Promoção de ações universitárias no âmbito do ensino, pesquisa e extensão dedicadas à produção
de conhecimento científico-cultural;
● Atuação na formação cultural e cidadã;
● Fomento a ações voltadas para formação universitária e comunidade em geral;
● Ética no trabalho, no manuseio dos acervos e nas relações com público e equipe do Museu;
● Compromisso e responsabilidade social com o patrimônio histórico-cultural e pesquisas científicas;
● Observância dos preceitos da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência em
todas as atividades do Museu;
● Acessibilidade visando o rompimento de barreiras físicas e sociais;
● Autonomia e liberdade para reflexão e estímulo à criatividade e ao pensamento crítico;
● Inclusão como ferramenta de desenvolvimento humano;
● Gestão colaborativa, articulada em rede com parcerias locais, regionais e nacionais;
● Participação democrática para valorizar a contribuição de todos os atores envolvidos com o Museu;
● Desenvolvimento social para aproximar-se da comunidade;
● Valorização de manifestações artísticas em sua pluralidade;
● Compromisso com as minorias e as pautas inclusivas;
● Ênfase aos artesãos e às manifestações sociais e culturais regionais;
● Integração a espaços e atividades culturais que contribuam para a revitalização e enaltecimento da
área central da cidade.

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RELATÓRIO TÉCNICO CONCLUSIVO

SEÇÃO I: PLANEJAMENTO CONCEITUAL E OBJETIVOS ESTRATÉGICOS DO MTB
Objetivos Estratégicos
Baseando-se nas definições da missão, visão e valores do Museu, assim como na análise de
seus pontos fortes e fracos e das oportunidades e ameaças tanto do ambiente interno quanto
externo, é viável estabelecer os objetivos estratégicos da instituição.
Em outras palavras, trata-se do que precisa ser realizado para que o Museu cumpra sua
função social. Esses objetivos servem como um direcionamento estratégico para
comunicação, supervisão e identificação dos projetos a serem implementados e são
detalhados nos programas que compõem este plano museológico.
Geral

Lorem Ipsum

O Museu Théo Brandão de Antropologia e Folclore da Universidade Federal de Alagoas tem por
objetivo fundamental apoiar e desenvolver a pesquisa em Ciências Humanas, em Ciências
SociaisLorem
Aplicadas
e em áreas afins.
Ipsum
Específicos
I. Apoiar o ensino, a pesquisa e a extensão da Universidade Federal de Alagoas, cujas linhas de
pesquisa e ação correspondam à natureza de suas características e coleções;
II. Recolher, conservar, classificar, catalogar, restaurar e expor ao público o seu acervo;
III. Realizar pesquisas, estudos, conferências, exposições, publicações e outras atividades
científico-culturais que contribuam para o conhecimento e a divulgação da Antropologia, das
artes e de temas relativos à memória, ao folclore, ao patrimônio e à identidade;
IV. Preservar e dar continuidade à obra de seu idealizador e patrono, Théo Brandão;
V. Manter e disponibilizar ao público uma biblioteca especializada em Antropologia, Folclore e
Cultura Popular;
VI. Realizar atividades educativas e culturais em colaboração com as Unidades Acadêmicas
(UAs) da Ufal;
VII. Manter relações de intercâmbio cultural e científico com Museus e instituições culturais
nacionais e estrangeiras;
VIII. Articular atividades de pesquisa e ensino realizadas em seu campo de especialização;
IX. Empreender e estimular atividades de extensão cultural e educativas junto às instituições
educacionais de Alagoas e ao público em geral com o fim de promover o respeito às
diferenças étnicas e à diversidade cultural.

RELATÓRIO TÉCNICO CONCLUSIVO

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SEÇÃO II: PROGRAMAS DO PLANO MUSEOLÓGICO MTB
Programa Institucional
Conforme o quadro a seguir, o esboço do Programa Institucional prevê atividades que
ocorrerão em diferentes prazos e que vão demandar a manutenção e a ampliação dos
recursos humanos, a modernização de equipamentos, o aprimoramento do espaço físico,
maior segurança e a gestão de risco do prédio e dos acervos.

Resumidamente, o Programa Institucional para o período 2026-2030 tem como principais
diretrizes:
1. a adequação dos espaços físicos, a melhoria da infraestrutura;
2. a ampliação das ações extensionistas;
3. a reforma e a restauração do edifício juntamente com a renovação da expografia; e
4. a possibilidade de criação da Associação de Amigos e do acordo de cooperação com a
Fundepes.

RELATÓRIO TÉCNICO CONCLUSIVO

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SEÇÃO II: PROGRAMAS DO PLANO MUSEOLÓGICO MTB
Programa de Gestão de Pessoas
Conforme o quadro a seguir, o esboço do Programa de Gestão de Pessoas prevê atividades
que ocorrerão em diferentes prazos e que vão demandar a expansão do quadro de
funcionários, o treinamento e a atualização dos servidores, e o monitoramento do
desempenho da equipe e das condições de trabalho, para viabilizar uma melhor qualidade de
vida e produtividade.

Sumariamente, o Programa Gestão de Pessoas para o período 2026-2030 tem como principais
diretrizes:
1. o levantamento das necessidades de cada setor;
2. o mapeamento e atualização que atenda as carências de trabalho detectadas;
3. a organização do plano de capacitação;
4. a definição de planos de trabalho; e
5. a elaboração de relatórios setoriais periódicos.

RELATÓRIO TÉCNICO CONCLUSIVO

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SEÇÃO II: PROGRAMAS DO PLANO MUSEOLÓGICO MTB
Programa de Acervos
Conforme o quadro a seguir, o esboço do Programa de Acervos prevê atividades que ocorrerão em
diferentes prazos e que vão demandar a execução de técnicas de triagem, higienização, inventário,
acondicionamento, catalogação e guarda dos acervos, além da organização documental das coleções
e das reservas técnicas, digitalização do acervo fonográfico, elaboração de laudos de conservação, da
Política de Aquisição e de Descarte de Acervo e do plano de gestão de riscos de acervo, além da
informatização das coleções em um banco de dados.

O Programa Gestão de Acervos para o período 2026-2030 tem como principais diretrizes:
1. a definição metodológica relacionada a técnicas e instrumentos apropriados ao gerenciamento de
acervos, sobretudo no tocante às formas de embalagem e acondicionamento dos acervos;
2. a elaboração do cronograma de vistoria referentes às condições de conservação das coleções e dos
locais de armazenamento dos acervos; e
3. o controle patrimonial e administrativo do conjunto de bens culturais salvaguardados pelo MTB.

RELATÓRIO TÉCNICO CONCLUSIVO

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SEÇÃO II: PROGRAMAS DO PLANO MUSEOLÓGICO MTB
Programa de Exposições
Conforme o quadro a seguir, o esboço do Programa de Exposições prevê atividades que
ocorrerão em diferentes prazos e que vão demandar a priorização do caráter educativo e de
divulgação científica, sempre em conformidade com a missão e os objetivos da instituição.

O Programa de Exposições para o período 2026-2030 tem como principais objetivos:
1. planejar exposições com a participação de diversos setores e profissionais do Museu,
fortalecendo a interdisciplinaridade;
2. o levantamento anual de possíveis parcerias e daquelas já consolidadas, além das
demandas de eventos previsíveis no decorrer do exercício;
3. atualizar, revitalizar e ampliar os recursos e dispositivos expográficos (vitrines, bases,
molduras, iluminação, etc.) utilizados pelo Museu; e
4. a normatização e padronização das informações técnicas do acervo, textos de
apresentação, fichas técnicas do Museu e das exposições.

RELATÓRIO TÉCNICO CONCLUSIVO

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SEÇÃO II: PROGRAMAS DO PLANO MUSEOLÓGICO MTB
Programa Educativo e Cultural
O esboço do Programa Educativo e Cultural prevê atividades que ocorrerão em diferentes prazos conforme a
descrição de projetos a seguir:
Organização e avaliação do estado de conservação das coleções - Atividades contínuas de intervenção no
acervo do MTB.
Recepção do público acadêmico para visitas guiadas e discussões sobre temas pertinentes ao Museu, às suas
áreas de atuação, a seu acervo e/ou a suas exposições - Atividades contínuas do Museu.
Ações para aprimorar e incrementar os projetos educacionais e culturais já em andamento - Atividades
contínuas do Museu.
Ampliação das parcerias com instituições, centros culturais, programas de pós-graduação, para eventos e
pesquisa para além dos limites da Ufal - Atividades contínuas do Museu.
Planejamento, divulgação e realização de ações educativas, eventos culturais e jogos pedagógicos sobre
diversos temas voltadas para a comunidade em geral - Atividades contínuas do Museu.
Ampliação das ações de extensão - Analisar a possibilidade de desenvolver atividades extensionistas durante
toda a vigência deste plano museológico – 2026 até 2030.
Plano de ações visando a adequação e melhoria da infraestrutura das salas de exposição de curta duração,
do auditório, do pátio externo e da biblioteca - Elaboração do plano de ações durante o 1° semestre de 2026,
com previsão de término das medidas necessárias para o ano de 2028.
Cronograma de eventos anual - Elaboração do cronograma em março de cada ano, estabelecendo datas para
a realização dos eventos e os plantões em fins de semana. Revisão do cronograma em agosto de cada ano.
Programa para criação de estágios curriculares e voluntariado - Previsão de apresentação para as instâncias
competentes até o fim do ano de 2028 e estimativa de aprovação para o 2° semestre de 2029.
Projeto de avaliação das ações educativas e culturais para definir e programar um método de avaliação pelo
público - Documento formal apresentado até o fim da vigência deste plano museológico – 2026 até 2030.
Realização de projetos interdisciplinares para o desenvolvimento de atividades envolvendo as diversas áreas
de conhecimento e diferentes esferas da sociedade, em conjunto com os departamentos e unidades de ensino
da Universidade - Analisar a possibilidade de desenvolver atividades durante toda a vigência deste plano
museológico – 2026 até 2030.
Plano de ações educativas e culturais dirigido a cada perfil de público, seja infantil adolescente, idoso,
professores, pessoas em situação de risco ou pessoas com alguma deficiência - Documento formal
apresentado até o fim da vigência deste plano museológico – 2026 até 2030.
Plano de ação visando visitas agendadas especialmente dedicadas aos servidores da Ufal - Documento
formal apresentado até o fim da vigência deste plano museológico – 2026 até 2030.
Realização de ações de aproximação e formação com guias turísticos locais, taxistas e demais trabalhadores
do setor turístico e hoteleiro da região - Analisar a possibilidade de desenvolver atividades durante toda a
vigência deste plano museológico – 2026 até 2030.
Organização de atividades para crianças, jovens e famílias durante as férias escolares - Analisar a
possibilidade de desenvolver atividades durante toda a vigência deste plano museológico – 2026 até 2030.
Efetivação de parcerias com as secretarias de educação no que se refere a viabilizar a visita de estudantes
das redes públicas e a participação deles nas atividades desenvolvidas pelo Museu - Analisar a possibilidade
de desenvolver atividades durante toda a vigência deste plano museológico – 2026 até 2030.
Articulação de parcerias com organizações de pessoas com deficiências, com centros de atenção
psicossocial, com centros de assistência social, com entidades de acolhimento de pessoas em
vulnerabilidade social, com Organizações Não Governamentais, com Organizações da Sociedade Civil de
Interesse Público, com Associações e demais organizações congêneres visando a ampliação da
acessibilidade no Museu - Analisar a possibilidade de desenvolver atividades durante toda a vigência deste
plano museológico – 2026 até 2030.
Parcerias com grupos de idosos com mediações e ações educativas e culturais voltadas para pessoas da
terceira idade que levem em conta sua condição física e valorizem seus saberes e memórias - Analisar a
possibilidade de desenvolver atividades durante toda a vigência deste plano museológico – 2026 até 2030.
Parcerias com grupos de artesãos, de artistas, de músicos e de empreendedores culturais para a realização
de eventos, feiras, cursos, oficinas, palestras e demais eventos - Analisar a possibilidade de desenvolver
atividades durante toda a vigência deste plano museológico – 2026 até 2030.
Projeto “Museu nas Escolas” - Documento formal apresentado até o fim da vigência deste plano museológico –
2026 até 2030.
O Programa Educativo e Cultural para o período de 2026-2030 está baseado nas seguintes premissas:
1.
treinamento específico para os funcionários e bolsistas que atuam na recepção do público e na mediação das
exposições;
2.
preparação de materiais pedagógicos, com foco em discussões em grupo, debates coletivos, leituras e
abordagens relacionadas ao acervo e às exposições;
3. aumento de parcerias com escolas e professores para integrar as atividades do museu;
4. ações interdisciplinares de educação patrimonial e divulgação científica; e
5. ampliação da oferta de cursos, oficinas e eventos culturais.

RELATÓRIO TÉCNICO CONCLUSIVO

23

SEÇÃO II: PROGRAMAS DO PLANO MUSEOLÓGICO MTB
Programa de Pesquisa
Conforme o quadro a seguir, o esboço do Programa de Pesquisa prevê atividades que
ocorrerão em diferentes prazos.

O Programa de Pesquisa para o período de 2026-2030, sinteticamente, está alicerçado sob as
seguintes proposições:
1. fortalecimento das áreas de atuação científica, por meio de ações integradas com
professores e departamentos da Ufal e pesquisadores de outras instituições;
2. produção de conteúdos de cunho científico e artístico tendo como temas geradores o
acervo e as ações desenvolvidas pela equipe técnica;
3. orientação de estudantes e pesquisadores para o desenvolvimento de pesquisas;
4. criação de um projeto de estudo e avaliação de público do MTB; e
5. cadastro das ações e eventos culturais no SIGAA, sistema utilizado pela Ufal para lastrear as
atividades extensionistas e acadêmicas.

RELATÓRIO TÉCNICO CONCLUSIVO

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SEÇÃO II: PROGRAMAS DO PLANO MUSEOLÓGICO MTB
Programa Arquitetônico-Urbanístico
Conforme o quadro a seguir, o esboço do Programa Arquitetônico-Urbanístico prevê
atividades que ocorrerão em diferentes prazos.

O Programa Arquitetônico-Urbanístico para o período de 2026-2030, abreviadamente, está
amparado aos seguintes enunciados:
1.
2.
3.
4.
5.

projeto de revisão luminotécnica e de toda parte elétrica;
projeto de acessibilidade;
projeto para readequação, climatização e manutenção dos espaços do Museu;
estudo de viabilidade da instalação de uma lanchonete/café para o público do Museu; e
criação e adequação da sinalização interna em padrões internacionais.

RELATÓRIO TÉCNICO CONCLUSIVO

25

SEÇÃO II: PROGRAMAS DO PLANO MUSEOLÓGICO MTB
Programa de Segurança
Conforme o quadro a seguir, o esboço do Programa de Segurança prevê atividades que
ocorrerão em diferentes prazos.

O Programa de Segurança para o período de 2026-2030, de forma sucinta, visa:
1. a elaboração do plano de gestão de riscos e conservação preventiva do acervo, da
edificação e das pessoas que trabalham e circulam no museu;
2. a contratação de consultoria especializada para elaboração de Projeto de Proteção e
Combate a Incêndios (PPCI) com emissão de Anotação de Responsabilidade Técnica (ART),
direcionada a realização de diagnóstico compreensivo das instalações atuais do Museu e
indicação das adaptações necessárias; e
3. o desenvolvimento do plano de segurança específico do órgão.

RELATÓRIO TÉCNICO CONCLUSIVO

26

SEÇÃO II: PROGRAMAS DO PLANO MUSEOLÓGICO MTB
Programa de Financiamento e Fomento
Conforme o quadro a seguir, o esboço do Programa de Financiamento e Fomento prevê
atividades que ocorrerão em diferentes prazos.

O Programa de Financiamento e Fomento para o período de 2026-2030, estabelece:
1. a criação da Associação dos Amigos do MTB;
2.a possibilidade de captar recursos por meio de editais e das leis de incentivo à cultura em
parceira com a FUNDEPES ou outras instituições, fundações e associações;
3.a ampliação do orçamento anual; e
o levantamento de editais de financiamento para instituições culturais e museus.

RELATÓRIO TÉCNICO CONCLUSIVO

27

SEÇÃO II: PROGRAMAS DO PLANO MUSEOLÓGICO MTB
Programa de Comunicação
Conforme o quadro a seguir, o esboço do Programa de Comunicação prevê atividades que
ocorrerão em diferentes prazos.

O Programa de Comunicação para o período de 2026-2030, visa:
1. a atualização constante da página eletrônica do Museu;
2. a divulgação das coleções, da programação, dos serviços e dos eventos do Museu;
3. a ampliação das ações nas mídias sociais, o fortalecimento da marca da instituição com
base na missão, visão e valores;
4. ações para identificar, diversificar e fidelizar públicos, como também atrair novos públicos; e
5. a criação de diretrizes institucionais e ferramentas adequadas para a otimização do plano
de comunicação interna e externa.

RELATÓRIO TÉCNICO CONCLUSIVO

28

SEÇÃO II: PROGRAMAS DO PLANO MUSEOLÓGICO MTB
Programa Socioambiental
Conforme o quadro a seguir, o esboço do Programa Socioambiental prevê atividades que
ocorrerão em diferentes prazos.

O Programa Socioambiental para o período de 2026-2030, pretende:
1. recomendar e apoiar formas de redução do consumo de energia;
2. estabelecer parcerias com associações, cooperativas e agentes internos e externos, que se
dedicam à causa socioambiental; e
3. a adoção de práticas de consumo sustentável, de reaproveitamento e reciclagem.

RELATÓRIO TÉCNICO CONCLUSIVO

29

SEÇÃO II: PROGRAMAS DO PLANO MUSEOLÓGICO MTB
Programa de Acessibilidade Universal
Conforme o quadro a seguir, o esboço do Programa de Acessibilidade Universal prevê
atividades que ocorrerão em diferentes prazos.

O Programa de Acessibilidade Universal para o período de 2026-2030 recomenda:
1.aprimorar o acolhimento e recepção dos diferentes públicos, visando a atender as
necessidades específicas e a possibilitar o pleno acesso ao Museu;
2.realizar treinamento anual em Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS), para a equipe responsável
diretamente pela recepção do público;
3.disponibilizar mobiliário de descanso em áreas estratégicas (recepção, circuito expositivo e
corredores);
4.adequar as informações gráficas (folder, etiquetas, legendas, placas, textos, painéis) a
padrões que possibilitem a leitura por pessoas com baixa visão; e
5.estabelecer parcerias e/ou contratos de cooperação com Ibram, Ufal e outros órgãos para
formação de equipes e/ou elaboração de um projeto de acessibilidade e educação inclusiva
para projetos específicos.

RELATÓRIO TÉCNICO CONCLUSIVO

30

SEÇÃO III: PRROJETOS
Esta seção tem como objetivo apresentar os projetos descritos no plano museológico com
foco na implementação das ações previstas nos programas. O Estatuto de Museus estabelece
diversos requisitos para os projetos que fazem parte do Plano Museológico como a viabilidade
e a adequação às especificações de cada programa, a explicação da metodologia utilizada, a
descrição das ações planejadas e um sistema de avaliação contínua.
Diante desse cenário, o quadro a seguir apresenta um modelo referente a um planejamento
estratégico, que poderá ser utilizado para a diagramação dos projetos contidos no Plano
Museológico do Museu Théo Brandão.

RELATÓRIO TÉCNICO CONCLUSIVO

31

CONSIDERAÇÕES FINAIS
Este estudo teve como objetivo criar uma
proposta para otimização organizacional,
baseada em conceitos de valor público, no
Estatuto dos Museus, nas resoluções do
Ibram e nas orientações do TCU. Com isso, o
MTB poderá contar com ferramentas para
desenvolver seu próprio Plano Museológico.
A pesquisa buscou um modelo que
possibilitasse a aplicação de diversas
práticas relacionadas ao ambiente dos
museus. Além disso, foram levados em
conta os exemplos apresentados em artigos
científicos e documentos institucionais de
várias instituições museológicas. Desse
modo, foi apresentado um modelo de
avaliação de valor público destinado aos
museus, com concepções flexíveis e
ajustáveis.
A proposta de intervenção pode qualificar os
projetos realizados pelo MTB, melhorar os
fluxos de trabalho, ampliar a eficácia das
atividades culturais, acelerar as ações e
otimizar o uso dos recursos financeiros,
impactando positivamente a comunidade
universitária. O impacto social se concretiza
por meio da oferta de serviços mais
eficientes,
utilizando
uma
ferramenta
estratégica que é exigida pela legislação e
pelos órgãos de controle. Assim, este
trabalho teve como condão às normas
legais, alinhando-se à gestão pública.
Assim sendo, esse trabalho avança em
relação às pesquisas anteriores ao incluir de
forma mais clara a ideia de valor público na
gestão dos museus, especialmente ao usar
o Plano Museológico como uma ferramenta
estratégica na prática. Enquanto estudos
anteriores costumavam focar mais nos
aspectos técnicos, operacionais e históricos
dos museus, essa abordagem traz uma
visão mais voltada à eficiência da
instituição, ao envolvimento social e à
legitimidade das ações realizadas.

Dessa forma, amplia-se a compreensão do
Plano Museológico, que passa a ser visto
não só como uma exigência legal ou
organizacional, mas como um instrumento
ativo na construção de valor para a
sociedade. E os museus conseguem se
adaptar melhor às demandas atuais das
comunidades que o cercam, como inclusão,
diversidade, educação e acesso à cultura,
reforçando seu papel enquanto instituições
dedicadas ao interesse público.
Como limitação desse estudo, destaca-se
as limitações metodológicas imposta pelas
características inerentes a uma discussão
teórico-empírica, já que o contexto dos
órgãos públicos pode apresentar realidades
diferentes daquelas privilegiadas no campo
científico. Além disso, não foi possível a
realização de entrevistas, a aplicação de
questionários ou a articulação de grupos
focais com a equipe do MTB, visitantes,
pesquisadores, professores e estudantes.
Para contribuir com pesquisas futuras,
sugere-se a realização de estudos de casos
múltiplos, com o objetivo de explorar um
número
maior
de
variáveis
e
particularidades no contexto do modelo de
avaliação baseado no valor público, com
vistas a identificar, de forma geral, os
principais obstáculos experimentados pelos
museus públicos, em especial aqueles
vinculados às Universidades Federais.
Por fim, reforça-se que a gestão de um
museu deve ser pautada por valores que
promovam a necessidade de participação
comunitária, fomentem o uso responsável
dos recursos públicos e assegurem a
preservação dos patrimônios públicos como
pilares fundamentais para gerar benefícios
públicos. Ao assumirem o papel enquanto
agentes de transformação social, os museus
podem auxiliar o revigoramento da
democracia e a edificação de um futuro
mais inclusivo, participativo e culturalmente
rico para todos.

RELATÓRIO TÉCNICO CONCLUSIVO

32

REFERÊNCIAS
BRASIL, Lei n° 11.904, de 14 de janeiro de 2009. Institui o Estatuto de Museus e dá outras
providências.
Brasília,
DF:
Diário
Oficial
da
União,
2009.
Disponível
em:
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2009/lei/l11904.htm. Acesso em:
29 maio de 2023.
BRASIL, Resolução Normativa IBRAM n° 2, de 23 de julho de 2021. Estabelece os procedimentos
técnicos e administrativos para a elaboração dos Planos Museológicos pelos museus
administrados
pelo
Instituto
Brasileiro
de
Museus
–
Ibram.
Disponível
em:
https://www.museus.gov.br/wp-content/uploads/2021/07/Resolucao-Normativa-n2-de-23de-julho-de-2021-BSE.pdf. Acesso em: 29 maio de 2023.
IBRAM, Instituto Brasileiro de Museus – Subsídios para a elaboração de Planos Museológicos.
Brasília: Instituto Brasileiro de Museus – IBRAM, 2016.
LODY, Raul. DANTAS, Cármem Lúcia. A Casa da gente alagoana: Museu Théo Brandão.
Coordenação de Raul Lody e Cármem Lúcia Dantas. Maceió: Edufal, 2002.

33

RELATÓRIO TÉCNICO CONCLUSIVO

Protocolo de recebimento do
produto técnico-tecnológico
Ao
Museu Théo Brandão de Antropologia e Folclore - MTB/Ufal
Universidade Federal de Alagoas
Pelo presente, encaminhamos o produto técnico-tecnológico intitulado “RELATÓRIO TÉCNICO
CONCLUSIVO ACERCA DE UMA PROPOSTA DE PLANO MUSEOLÓGICO PARA O MUSEU THÉO
BRANDÃO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS”, derivado da dissertação de mestrado
“VALOR PÚBLICO NO PLANO MUSEOLÓGICO COMO INSTRUMENTO DE FORMALIZAÇÃO DA POLÍTICA
PÚBLICA NACIONAL DOS MUSEUS”, de autoria de CRISTENES EVANS MARQUES RIBEIRO.
Os documentos citados foram desenvolvidos no âmbito do Mestrado Profissional em
Administração Pública em Rede Nacional (Profiap), instituição associada Universidade
Federal de Alagoas.
A solução técnico-tecnológica é apresentada sob a forma de um Relatório Técnico
Conclusivo e seu propósito é constituir uma proposta de Plano Museológico para o Museu
Théo Brandão de Antropologia e Folclore da Universidade Federal de Alagoas, para os
próximos

cinco

anos

(2026-2030),

que

inclui

recomendações

que

poderão

ser

implementadas visando a melhoria dos processos e para atender às orientações do Tribunal
de Contas da União.
Solicitamos, por gentileza, que ações voltadas à implementação desta proposição sejam
informadas à Coordenação Local do Profiap, por meio do endereço profiap@feac.ufal.br.
Maceió, AL

29 de maio de 2025.

Registro de recebimento

Assinatura, nome e cargo (detalhado) do recebedor
Preencha os campos em azul / Se assinatura física, coletá-la sob carimbo. Documento com este teor (ou
equivalente) será adequado se elaborado e assinado pelo Sistema Eletrônico de Informações (SEI) da Instituição
do recebedor / Apague este rodapé na versão final do documento.

Discente: Cristenes Evans Marques Ribeiro
Orientadora: Profa. Dra. Daiane Pias Machado
Universidade Federal de Alagoas
29 de maio de 2025