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INSTITUCIONALIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA NO
ENSINO SUPERIOR: DIAGNÓSTICO E RECOMENDAÇÕES NA
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
RELATÓRIO TÉCNICO CONCLUSIVO
MACEIÓ
-
SETEMBBRO
-
2024
INSTITUCIONALIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA NO
ENSINO SUPERIOR: DIAGNÓSTICO E RECOMENDAÇÕES NA
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
RELATÓRIO TÉCNICO CONCLUSIVO
RELATÓRIO TÉCNICO CONCLUSIVO APRESENTADO COMO
REQUISITO À OBTENÇÃO DO TÍTULO DE MESTRE EM
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA DO PROGRAMA DE MESTRADO
PROFISSIONAL EM ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA EM REDE NACIONAL.
MACEIÓ
-
SETEMBBRO
-
2024
RESUMO
O Censo da Educação Superior (CES) mostra que a Educação à
Distância (EaD) tem sido a grande impulsionadora do crescimento de
matrículas no ensino superior (ES). Contudo, menos de 2% das
matrículas EaD do país foram realizadas na rede federal de ensino. O
foco geral da pesquisa que originou este relatório técnico recai sobre
uma análise, à luz do Plano Nacional de Educação (PNE), da
participação da EaD na Universidade Federal de Alagoas (Ufal) para
a expansão do Ensino Superior. A pesquisa utilizou-se de informações
e dados extraídos dos documentos oficiais da instituição e dos
relatórios do CES e do PNE, além de entrevistas estruturadas com
cinco (5) diretores de Unidades Acadêmicas e cinco (05)
coordenadores de cursos de graduação EaD, e da aplicação de um
questionário a um representante da Coordenadoria Institucional de
Educação a Distância (Cied). O processamento das informações foi
sistematizado em cinco categorias do processo de institucionalização
EaD: Planejamento, Organização, Infraestrutura, Pessoal e Serviço ao
Estudante. Os dados revelaram que os maiores desafios estão
relacionados ao planejamento e à infraestrutura, além das resistências
enfrentadas pela modalidade. Conclui-se que o processo de
institucionalização se caminha rumo a uma maior inserção da EaD na
Ufal, o que pode contribuir para maior participação pública na
expansão da educação superior.
Palavras-chave: Educação a distância; Plano Nacional de Educação;
Educação Superior.
SUMÁRIO
INSTITUIÇÃO/SETOR ........................................ 4
PÚBLICO-ALVO DA INICIATIVA .................... 4
DESCRIÇÃO DA SITUAÇÃO-PROBLEMA...... 5
OBJETIVOS .......................................................... 7
ANÁLISE/DIAGNÓSTICO DA SITUAÇÃOPROBLEMA ......................................................... 7
RECOMENDAÇÕES DE INTERVENÇÕES .... 21
RESPONSÁVEIS E CONTATOS ...................... 26
REFERÊNCIAS .................................................. 27
4
INSTITUIÇÃO/SETOR
A pesquisa que originou este relatório foi realizada na Universidade Federal de Alagoas – Ufal,
uma instituição federal de ensino superior, fundada em 1961 instalada no Campus A. C. Simões,
no Campus Ceca em Maceió, e em mais dois campi no interior do estado: Campus Arapiraca e
suas unidades em Viçosa, Penedo e Palmeira dos Índios e Campus do Sertão, com sede em
Delmiro Gouveia, e unidade em Santana do Ipanema; além de contar como 16 polos de apoio
presencial.
Sendo alvo direto da pesquisa apenas as 09 Unidades Acadêmicas (UAs) que ofertam/ofertaram
cursos de graduação na modalidade EaD, quais sejam: Centro de Educação (Cedu), Unidade de
Arapiraca; Faculdade de Letras (Fale), Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade
(Feac), Instituto de Ciências Sociais (ICS), Instituto de Computação (IC), Instituto de Física
(IF), Instituto de Geografia, Desenvolvimento e Meio Ambiente (Igdema), Instituto de
Matemática (IM); além da Coordenadoria Institucional de Educação a Distância (Cied).
PÚBLICO-ALVO DA INICIATIVA
Os resultados desta pesquisa podem beneficiar diretamente a atuação de distintos grupos, quais
sejam: a Coordenadoria Institucional de Educação a Distância (Cied); os diretores das 09
Unidades Acadêmicas que ofertam/ofertaram cursos de graduação EaD e os Coordenadores dos
12 cursos de graduação EaD já ofertados pela Ufal. Contudo as demais Unidades Acadêmicas
que se utilizam ou pretendam introduzir a EaD em seus currículos também podem ser
beneficiadas com esta iniciativa.
INSTITUIÇÃO/SETOR
5
DESCRIÇÃO DA SITUAÇÃO-PROBLEMA
Nas últimas décadas houve crescimento no número de alunos que aderiram a cursos de
Educação a Distância (EaD) no Brasil. A pandemia ocasionada pelo coronavírus intensificou o
processo por meio da necessidade da implementação do ensino remoto emergencial em um
contexto bem adverso do que tinha sido planejado para a Educação a Distância (Sampaio et al.,
2022; Veloso, 2022). Os dados do Censo da Educação Superior de 2022 revelam que o aumento
do número de ingressantes entre 2021 e 2022 foi ocasionado pela modalidade a distância
(Brasil, 2023).
Neste contexto, verifica-se que a EaD é considerada atualmente uma das alternativas para
atender as diferentes necessidades de formação da população (Costa; Cochi, 2014). Algumas
políticas públicas foram implementadas ao longo dos anos com vistas a garantir maior
democratização no acesso à educação superior (Oliveira e Pochmann, 2019), tanto na esfera
pública quanto na privada. Nesse sentido, observa-se que programas como o ProUni (Programa
Universidade para Todos) e o Fies (Fundo de Financiamento Estudantil) configuram-se como
os principais fomentadores da modalidade na iniciativa privada, enquanto na esfera pública,
tem-se a Universidade Aberta do Brasil (UAB).
Apesar da regulamentação e consolidação da EaD, especialmente por meio de programas como
o sistema UAB, ainda há incertezas quanto à continuidade e os destinos da EaD na rede pública
no Brasil (Veloso, 2022). Os cortes no financiamento, as resistências quanto à modalidade de
ensino, ou mesmo, o engessamento na relação entre o sistema UAB e as Instituições Públicas
de Ensino Superior (IPES) acabam por dificultar a adoção de estratégias personalizadas e
efetivas à realidade de cada instituição (Veloso, 2022; Matos; Beck; Souza, 2020, Moreira,
2021).
Uma importante ferramenta adotada pelo Estado para a promoção da educação no Brasil foi a
implementação do Plano Nacional de Educação (PNE) (2014-2024). Este documento decenal
confere ao país a obrigação de planejar ações para o ensino com qualidade para a população
brasileira, sendo, portanto, uma política de Estado (Brasil, 2014). No que concerne à Educação
DESCRIÇÃO DA SITUAÇÃO-PROBLEMA
6
Superior, a Meta 12 do plano tem pretensão de democratizar o acesso ao estabelecer seguintes
objetivos: elevar a taxa bruta de matrículas na educação superior para 50%; elevar a taxa líquida
para 33% da população de 18 a 24 anos; e assegurar a expansão com qualidade para, pelo
menos, 40% das novas matrículas no segmento público (Brasil, 2014; Caseiro; Azevedo, 2018).
Algumas das conclusões que se podem chegar ao analisar os indicadores é que, apesar dos
avanços em quase todo o território nacional, os objetivos almejados para a Meta 12 do PNE
estão distantes de serem alcançados durante a vigência do plano, revelando-se que as históricas
desigualdades regionais e de subgrupos populacionais ainda persistem no país; e que existe
redução das matrículas públicas na modalidade EaD em contraste com rápida expansão do
segmento privado, influenciando negativamente a participação pública na expansão das
matrículas (Brasil, 2024; Caseiro; Azevedo, 2018).
No estado de Alagoas, a Universidade Federal de Alagoas - Ufal, que tem experiência na
modalidade antes da criação da UAB, foi uma das instituições que participaram do primeiro
edital da UAB. Em seguida, a oferta de vagas foi ampliada, formando mais de 2 mil alunos a
partir desse programa. Porém, a partir de 2015 o número de matrículas EaD na Ufal vem
diminuindo paulatinamente, devido sobretudo à não adesão ou não abertura recorrentes de
editais pela Capes.
Neste contexto, este trabalho visa fornecer informações sobre o cenário atual que se encontra
esta modalidade de ensino na Universidade Federal de Alagoas, bem como apresentar e elencar
a visão de diversos envolvidos no processo no que tange a questões cruciais da
institucionalização da EaD na instituição. Além disso, seus resultados podem contribuir no
entendimento de que a expansão da Educação a Distância nas universidades pode ser utilizada
como uma política pública propulsora para a democratização da educação superior.
DESCRIÇÃO DA SITUAÇÃO-PROBLEMA
7
OBJETIVOS
Objetivo Geral
➢ Analisar, à luz do Plano Nacional de Educação, a participação da EaD na Universidade Federal
de Alagoas para a expansão do ensino superior.
Objetivos Específicos
➢ Identificar, com base nos Referenciais para o Processo de Institucionalização da EaD da UAB,
como a Ufal tem se organizado para expandir a EaD em sua prática institucional.
➢ Analisar os fatores internos e externos que podem impactar a oferta de novas turmas ou novos
cursos EaD na Ufal.
➢ Analisar, com base nos indicadores da meta 12 do PNE, os dados acadêmicos dos cursos
ofertados na modalidade EaD pela Ufal.
ANÁLISE/DIAGNÓSTICO DA SITUAÇÃOPROBLEMA
A pesquisa que originou este relatório técnico configurou-se como de natureza aplicada e
finalidade descritiva, utilizando-se de uma abordagem qualitativa. O desenvolvimento do
estudo estruturado por duas etapas de pesquisa: pesquisas nos documentos oficiais da
instituição e nos relatórios do CES e do PNE, e entrevistas/questionário.
Para obter informações referentes aos aspectos normativos da presença da EaD na Ufal optouse pela análise dos documentos institucionais, conforme descrito abaixo (Quadro 01).
ANÁLISE/DIAGNÓSTICO DA SITUAÇÃO-PROBLEMA
8
Quadro 1 - Documentos utilizados na pesquisa
Documento
PDI/Ufal
2024)
(2019-
PPI/Ufal
Estatuto da Ufal
Regimento
da Ufal
Geral
Instrução
Normativa
Conjunta
Prograd/Cied/Ufal
Relatórios
de
Monitoramento do
PNE - Inep
Notas Estatística
do
Censo
da
Educação Superior
- CES
Normativo
Finalidade
Orienta as ações institucionais, fornecendo elementos basilares
para o planejamento da gestão da administração central, dos campi
Resolução nº 34/2019,
fora de sede, das unidades acadêmicas (UAs) e de seus cursos
de 25 de junho de 2019
técnicos, tecnológicos, de graduação e de pós-graduação entre os
anos de 2019 e 2024.
Parte integrante do PDI e deve manter com ele sintonia, no sentido
Resolução nº 34/2019,
de prover elementos que orientem a gestão da Universidade para
de 25 de junho de 2019
a consecução de seus objetivos.
Aprova as alterações do Estatuto da Universidade Federal de
Alagoas, com sede e foro na cidade de Maceió, criada pela Lei
Portaria MEC nº 4.067, Federal nº 3.867, de 25 de janeiro de 1961, como uma instituição
de 29 de dezembro de federal de educação superior pluridisciplinar, de ensino, pesquisa
2003
e extensão, mantida pela União, gozando de autonomia assegurada
pela Constituição Brasileira, pela legislação nacional e por este
Estatuto.
Resolução nº 01/2006- Homologa o novo Regimento Geral da Universidade Federal de
Consuni/Cepe, de 16 Alagoas, o qual disciplina os aspectos gerais e comuns da
de janeiro de 2006
estruturação e do funcionamento dos órgãos e serviços da Ufal.
Resolução nº 77/2023Altera dispositivos do Regimento Geral Ufal, e dá outras
Consuni/Ufal, de 24 de
providências.
outubro de 2023
IN
n°
Regulamenta a oferta de carga horária na modalidade de Ensino a
01/2023/Prograd/Cied/
Distância (EaD) nos cursos de graduação presenciais da
Ufal, de 19
Universidade Federal de Alagoas.
de janeiro de 2023.
Os relatórios trazem os resultados atualizados dos indicadores das
Lei nº 13.005, de 25
metas do PNE, bem como análises sobre as tendências em cada
de junho de 2014.
indicador.
Apresenta, sinteticamente, os principais resultados extraídos do
Decreto nº 6.425, de 4 Censo da Educação Superior. Sem pretender ser conclusivo,
de abril de 2008.
destacam-se algumas tendências verificadas ao longo dos últimos
anos, ilustradas em gráficos e tabelas.
Fonte: Elaborado pelo autor (2024)
O questionário e as entrevistas, foram realizados de forma estruturada e a elaboração das
perguntas teve como base os registros referentes às principais problemáticas levantadas durante
a construção do referencial do presente estudo, as buscas realizadas nos sítios oficiais da Ufal,
bem como as observações realizadas em visita prévia à Coordenadoria Institucional de
Educação à Distância – Cied.
As perguntas foram adaptadas a partir das referências apresentadas no quadro 02 Ademais, para
facilitar a análise, os questionários foram divididos nos seguintes eixos: planejamento,
organização, infraestrutura, pessoal/recursos humanos e serviços ao estudante, conforme
Eixos/dimensões de institucionalização da EaD preconizadas Ferreira e Carneiro (2015),
adicionados de um eixo para comentários gerais (Quadro 2).
ANÁLISE/DIAGNÓSTICO DA SITUAÇÃO-PROBLEMA
9
Quadro 2 - Referências utilizadas para a construção dos questionários
Principais temas das questões
Projeção de vagas/cursos de EaD
Representatividade da EaD
Veloso (2022); Brasil (2017)
Previsão orçamentária para EaD
Organização
Documentos que normatizam a EaD
Contribuição da EaD para o presencial
Veloso e Mill (2022)
Ufal (2006); Ufal (2019); Ufal
(2023); Veloso (2022)
Veloso (2022)
Organização da unidade gestora de EaD
Veloso (2022); Brasil (2017)
Autonomia da unidade gestora de EaD
Veloso (2022); Brasil (2017)
Infraestrutura
Infraestrutura da unidade gestora de EaD
Veloso (2022); Brasil (2017)
Espaços para as atividades presenciais
Veloso (2022)
Suporte e orientação aos polos
Matos, Beck e Souza (2020)
Pessoal
Veloso (2022)
Brasil (2019); Ufal (2023)
Veloso e Mill (2022)
Equipe de profissionais para suporte à EaD
Veloso (2022); Brasil (2017)
Docentes exclusivamente na EaD.
Veloso (2022)
Reconhecimento do esforço docente
Veloso e Mill (2022)
Serviço ao Estudante
Carga horária EaD em cursos presenciais
Referências
Registro acadêmico dos discentes EaD
Veloso (2022); Brasil (2017)
Comentários Gerais
Planejamento
Eixos
Estratégias de institucionalização da EaD
Matos, Beck e Souza (2020)
Adoção outros modelos de gestão/financiamento da Matos, Beck e Souza (2020)
EaD
UFC (2023); Brasil (2017)
Acessos e assistência aos discentes EaD
Veloso (2022)
Participação em projetos de ensino, pesquisa,
Veloso (2022)
extensão e iniciação científica
Qualidade do ensino oferecido na EaD
Marchisotti et al (2022)
Qualidade dos profissionais formados na EaD e
Veloso (2022)
acompanhamento de egressos
Principais pontos positivos e negativos para a oferta Marchisotti et al (2022); Matos, Beck
de novas vagas e/ou cursos EaD
e Souza (2020); Veloso (2022)
Razões/motivadores
para
a
existência
preconceito/resistência para com a EaD
de Marchisotti et al (2022); Veloso
(2022); Veloso e Mill (2022)
Fonte: Elaborado pelo autor (2024).
ANÁLISE/DIAGNÓSTICO DA SITUAÇÃO-PROBLEMA
10
Participantes da pesquisa:
➢ 01 representante da Coordenadoria Institucional de Educação a Distância (Cied).
Instrumento respondido: Questionário objetivo.
➢ 05 gestores de Unidades Acadêmicas com cursos de graduação EaD, sendo 04 diretores,
e um vice-diretor, os quais representaram 04 diferentes UAs. Instrumento respondido:
Entrevista estruturada.
➢ 05 coordenadores de cursos de graduação EaD: sendo 01 atual coordenador(a), e 04 excoordenadores, os quais representaram 04 diferentes cursos. Instrumento respondido:
Entrevista estruturada.
Abaixo encontram-se três subseções com diagnóstico da situação-problema, a partir dos
objetivos propostos na pesquisa.
EaD como prática institucional na Ufal
Para abordar a questão de planejamento, organização e infraestrutura da EaD na Ufal revisitouse o que falam os seus documentos institucionais. Partindo-se do que emana Estatuto da Ufal,
verifica-se que o documento traz uma única menção à educação a distância. O Capítulo III, Art.
29, traz que “A Universidade Federal de Alagoas oferece seus cursos nas modalidades: I presencial; II - a distância” (Ufal, 2006, Art. 29). Já o Regimento Geral da Ufal traz outras
menções à EaD e elenca critérios que os cursos oferecidos na modalidade a distância devem
obedecer.
O planejamento tem a ver com a inclusão prévia da EaD nos documentos institucionais, como
no PDI (Nunes; Silva; Campos, 2021). Neste sentido, verifica-se no PDI que a EaD é
mencionada em diversos pontos ao longo do texto, inclusive trazendo uma seção (seção 4.7)
específica que discorre sobre a “Oferta da educação a distância na Ufal”. No PDI, menciona-se
também temáticas específicas para a viabilização do EaD na Ufal: abrangência geográfica
(polos de apoio) distribuídos pelo estado de Alagoas e previsão de expansão; infraestrutura
física, tecnológica e de pessoal; o perfil e capacitação dos tutores EaD, bem como os critérios
de seleção e contratação; descrição das metodologias e das tecnologias adotadas na EaD e
ANÁLISE/DIAGNÓSTICO DA SITUAÇÃO-PROBLEMA
11
correlação com os PPCs; e previsão de capacidade de atendimento do público-alvo.
O documento PPI, por sua vez, traz que a Ufal se orienta pelo princípio de adesão à EaD,
levando-se em conta o planejamento acadêmico, administrativo e social, de acordo com as
demandas locais, buscando transcender o tradicional espaço da sala de aula, mas sem substituir
a educação presencial enquanto modalidade prioritária (Ufal, 2019).
Além do regimento e estatuto geral da Ufal, os regimentos internos e planos de
desenvolvimento das Unidades Acadêmicas (PDUs) desempenham um importante papel na
normatização e no planejamento da EaD, pois elencam as competências das unidades quanto a
ofertas dos cursos (Ufal, 2006).
As principais menções desses regimentos internos tratam sobre a representatividade da EaD.
Tal aspecto é corroborado com as entrevistas em relatos como: “existe representação por parte
do coordenador e do vice. O coordenador é o representante nato do concelho do instituto e o
vice é o seu suplente por natureza” e “o estudante do EAD, se ele quiser concorrer ao assento
também no conselho, ele pode”.
Em relação ao planejamento, pode-se constatar que algumas unidades ainda não elaboraram os
seus novos PDUs, e que estes geralmente repetem informações dos regimentos, não trazendo
perspectivas de expansão da modalidade.
Entre os documentos normatizadores da EaD destaca-se a Instrução Normativa Conjunta Prograd/Cied/Ufal, que regulamenta a oferta de carga horária EaD nos cursos de graduação
presenciais, limitando-a em 20% da carga horária total do curso, exigindo-se constar nos PPCs
dos cursos (Ufal, 2023).
Conforme levantamento nos PPCs de 20 (vinte) cursos presenciais nas UAs que já oferecem
cursos EaD, percebe-se que os cursos geralmente abordam a promoção o uso das ferramentas
da Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) como potencializadoras do processo de
ensino-aprendizagem, mas somente 06 (seis) trazem expressamente a utilização dos 20% EaD.
Dentre as ferramentas citadas, destaca-se o uso do Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA)
por meio da plataforma Moodle na oferta de disciplinas ou de outras atividades. Questionouse, por tanto os gestores das unidades a respeito de atualizações nos PPCs de cursos presenciais
ANÁLISE/DIAGNÓSTICO DA SITUAÇÃO-PROBLEMA
12
para compor um percentual de EaD nos currículos. O que ficou evidente nas respostas é que há
um claro procedimento nos colegiados para aprovação das disciplinas que serão ministradas na
EaD. No entanto, a razão pela definição de quais disciplinas serão ministradas nesta modalidade
está mais direcionada ao planejamento pessoal do docente que pleiteia, e menos por razões
pedagógicas.
Mesmo que não da forma ideal, percebe-se uma abertura por parte das UAs em permitir uso da
modalidade EaD no processo de ensino-aprendizagem de conteúdos de algumas disciplinas dos
seus cursos presenciais. Para tanto, os colegiados e os Núcleos Docente Estruturantes (NDS)
dos cursos vêm, cada um em seu ritmo e em diferentes níveis de discussão, procurando atualizar
os seus PPCs para permitir a introdução de um percentual de carga horária EaD, e para isso
pode-se contar com a colaboração da Cied.
Diante desta situação questionaram-se os diretores a respeito da concordância em introduzir um
percentual de 20% de carga horária EaD nos cursos de graduação presenciais de suas
respectivas Unidades Acadêmicas. Mostra-se o número de gestores respondentes que
concordam ou não com uma introdução de até 20% de carga horária EaD em cursos cada um
dos tipos cursos de graduação presenciais: bacharelado, licenciatura ou tecnológico (Gráfico
1).
Diretores
Gráfico 1 - Aceitação dos Diretores sobre a introdução carga horária EaD em cursos presenciais
8
7
6
5
4
3
2
1
0
4
1
2
Não se
aplica / Não
se
posicionou
Discordo
totalmente
Licenciatura Presencial
1
1
Discordo
Indiferente
(ou neutro)
Bacharelado Presencial
1
2
1
1
1
Concordo
Concordo
Totalmente
Tecnológico Presencial
Fonte: Elaborado pelo autor (2024).
Percebe-se o quanto este tema gera opiniões diversas dentro da universidade. Do pondo de vista
organizacional constata-se a presença da Cied, como órgão de apoio às atividades acadêmicas,
fazendo parte da estrutura da Ufal e coordenada por um representante escolhido por indicação
ANÁLISE/DIAGNÓSTICO DA SITUAÇÃO-PROBLEMA
13
da reitoria, a quem cabe a responsabilidade pela política de implementação da EaD na Ufal.
No que se refere a questão de infraestrutura física e digital disponíveis observa-se que, além
das instalações da Cied, a instituição conta com as estruturas dos campi, das unidades
educacionais, dos polos de apoio presencial, bem como da estrutura dos serviços públicos
estaduais e municipais.
Verificou-se que fazem parte da Cied: ambientes virtuais de aprendizagem, sistema de gestão
acadêmica; acervo (repositório)/biblioteca digital; laboratórios virtuais; software e estrutura
física para produção de material didático; instalações administrativas e os polos de atendimento
presencial. Observa-se que nos campi, nas unidades acadêmicas que ofertam cursos EaD, ou
mesmo nos polos de atendimento presencial também eram disponibilizados alguns espaços.
Assim, ao avaliar a disponibilização de suporte físico e de condições tecnológicas fornecidos
pela UAB/Capes, pelas prefeituras ou outros parceiros e pela própria Ufal para o adequado
oferecimento da EaD nos polos de apoio presencial (Gráfico 2), os coordenadores se
posicionaram de forma regular, apontando que nem todos os polos ofereciam condições
adequadas.
Gráfico 2 - Avaliação pelos coordenadores quanto ao suporte físico e de condições tecnológicas
fornecidos à EaD pelos entes colaboradores
7
Coordenadores
6
5
2
4
3
2
2
2
1
1
2
1
1
1
1
Ruim
Regular
Bom
0
Não se aplica Muito Ruim
/ Não se
posicionou
2
UaB/Capes
Prefeituras
Muito Bom
Ufal
Fonte: Elaborado pelo autor (2024).
Quanto a categoria de pessoal o que foi constatado é que a Ufal possui um quadro de pessoal
similar ao de outras universidades. Na equipe da Cied, verifica-se a presença de docentes,
pedagogos, técnico em assuntos educacionais e bolsistas da UAB. E que há certa colaboração
dos servidores efetivos técnico-administrativos das UAs na execução das atividades dos cursos
ANÁLISE/DIAGNÓSTICO DA SITUAÇÃO-PROBLEMA
14
EaD. Para a Capes a presença desses profissionais na unidade gestora é importante para permitir
uma “constância no desenvolvimento de ações por parte da IES, bem como uma possibilidade
maior de oferta de suporte acadêmico aos professores e estudantes” (Brasil, 2017b, p. 30).
Evidencia-se, contudo, que nenhuma das UAs possuem docentes exclusivos para os cursos
EaD. Segundo os entrevistados “todos os docentes trabalham no presencial e quando tem aulas
EaD é que eles trabalham nos cursos EaD”. Além disso, o esforço docente nem sempre é
compensado, já que a carga horária da EaD geralmente não é entra no cômputo de aulas
ministradas, sendo possível sua contagem apenas para progressão.
Quanto aos serviços ao discentes, foi verificado que os estudantes da modalidade EaD na Ufal
possuem acesso à instituição presencial e podem frequentar bibliotecas e laboratórios, e
restaurante universitário, tanto nos campi como nos polos de apoio presencial. Contudo foi
verificado, nas falas de diversos entrevistados, que apesar de o acesso ser proporcionado, nem
sempre isso acontecia da maneira ideal, pois “só usavam durante as aulas, com os encontros
semipresenciais, depois disso eles não frequentavam a universidade”, e essa situação era ainda
pior nos polos do interior. Além disso, as atividades de pesquisa e extensão geralmente eram
criadas pensando nos alunos do presencial, e da capital, dificultando a participação dos alunos
da EaD, especialmente os do interior.
Ao proporcionar esses serviços pode-se desenvolver nesses alunos a sensação de pertencimento
à universidade, facilitando a inclusão destes em atividades acadêmicas de pesquisa e extensão.
Para Veloso (2022) isso representa avanços importantes, sobretudo com relação à cultura
organizacional, superando-se preconceitos e dicotomias que ainda persistem entre as
modalidades.
Fatores internos e externos que impactam a oferta EaD
Os gestores também foram inquiridos listar aspectos internos e externos que impactam positiva
ou negativamente à manutenção da EaD ou ampliação do número de vagas/cursos EaD na Ufal
(Quadro 3).
ANÁLISE/DIAGNÓSTICO DA SITUAÇÃO-PROBLEMA
15
Quadro 3 - Principais subsídios/pontos positivos e problemas/desafios para manutenção da EaD
Externo
Interno
Impacto Principais pontos positivos
Principais problemas/desafios
Regras de experiência mínima que limitam a
Curso/Unidade Acadêmica de referência
seleção dos docentes.
Bom funcionamento do órgão gestor da Dificuldades de infraestrutura: internet,
EaD (Cied)
energia;
Know-how / experiência dos docentes
Logística no deslocamento dos professores
para os polos.
Comprometimento do corpo docente
Falta de padronização em relação ao conteúdo
ministrado;
Crença na proposta da EaD
Não contabilização da carga horária docente
ministrada na EaD;
Estrutura dos laboratórios
Recursos financeiros para viagem aos polos e
produção de material didático.
Flexibilidade na liberação de recursos da Exclusão de alunos em projetos de iniciação
UA para os polos
científica e outros
Ampliação de vagas na UA
Logística no gerenciamento do curso
Financiamento da modalidade por parte
Contrapartida dos polos pelas prefeituras
do governo federal
Abrangência de geográfica em todo o Necessidade de equipamentos, de laboratório e
estado de Alagoas
de monitores.
Contorna dificuldade de locomoção no Estrutura/Infraestrutura limitada dos polos
interior
Espaço físico (salas de aula);
Possibilidade de adoção de outros Logística no transporte de alunos por parte das
modelos de EaD
prefeituras
Tecnologia avançada
Quantidade limitada de bolsas
Absorção talentos do interior e de todo o Organização e distribuição dos polos longe da
território brasileiro.
capital do estado
Demanda pelas vagas de forma geral e no Barreira tecnológica e Internet sem qualidade
interior
dos alunos e professores
Capacitação docentes que atuam em Diferenças no perfil dos alunos do curso EaD
escolas públicas
em relação ao presencial
Fonte: Elaborado pelo autor (2024).
Diante dos desafios relatados julgou-se conveniente também abordar a questão de resistência
ou mesmo de preconceitos que porventura a EaD venha a enfrentar no âmbito da instituição.
Assim, percebeu-se que dentre os entrevistados 5 (cinco) gestores relataram perceber algum
tipo de resistência/preconceitos (Gráfico 3).
ANÁLISE/DIAGNÓSTICO DA SITUAÇÃO-PROBLEMA
16
Gráfico 3 - Percepção dos gestores quanto a existência de resistência/preconceito com relação à EaD
na instituição
Não
4
Sim
5
Sim
Não
Fonte: Elaborado pelo autor (2024).
Neste sentido, os indicativos da não existência de resistência ou de preconceitos para com a
EaD na instituição apontados pelos respondentes são os seguintes: experiência e referência
nacional na oferta de cursos EaD, incentivo institucional (apoio da reitoria e dos conselhos das
UAs), capacitação dos envolvidos capacitação, envolvimento do corpo docente e organização
da estrutura da EaD na instituição (Cied). Foi visto, no entanto que que o motivador mais citado
existência de resistência foi a falta de conhecimento (3 respondentes), além da crença na má
formação de alunos; da seleção de alunos com baixo nível de aprendizagem; do menor contato
com o docente; dos docentes que se posicionam contra a modalidade e do preconceito que existe
na sociedade de uma maneira geral. Buscou, a partir das indicações das possíveis
razões/motivadores, sugestões dos entrevistados para mitigação disso na Ufal.
Contatou-se que “para resolver isso é realmente com divulgação: divulgando o que é que se faz
no curso à distância, os resultados”. Corroborando Marchisotti et al (2022, p. 8), para quem a
saída é “estimular a divulgação das notas dos cursos junto ao MEC, dos resultados dos alunos
nas provas e divulgar casos de sucesso profissional ou acadêmico de alunos egressos”.
Outro ponto abordado sobre a expansão de cursos EaD foi em relação oferta a partir de modelos
de gestão/financiamento fora do âmbito do Sistema UAB. Os gestores foram indagados se
concordavam com que suas Unidades Acadêmicas expandissem cursos adotando outros
modelos de gestão/financiamento que não fosse o atual, o Sistema UAB (Gráfico 4).
ANÁLISE/DIAGNÓSTICO DA SITUAÇÃO-PROBLEMA
17
Gráfico 4 - Concordância dos gestores com a expansão da EaD na Unidade Acadêmica por meio da
Gestores
adoção de modelos de gestão/financiamento fora do âmbito do Sistema UAB
6
5
4
3
2
1
0
2
1
1
1
1
Não se aplica Discordo
/ Não se
totalmente
posicionou
1
Discordo
Diretores
Indiferente
(ou neutro)
2
Concordo
Concordo
Totalmente
Cordenadores
Fonte: Elaborado pelo autor (2024).
Embora, as opiniões tenham sido variadas, percebe-se que o modelo da UAB se encontra tão
enraizado na cultura das universidades que dificilmente se pensa em modelos diferentes. Notase, no entanto, a existência de opiniões contrárias ao modelo da UAB, alegando-se, inclusive,
que a UAB aqui no Brasil não é de fato uma universidade aberta como seu próprio nome sugere,
diferindo-se totalmente de como é organizada em outras partes do mundo, e das metodologias
utilizadas no processo e ensino-aprendizagem. Já sobre a percepção os gestores ao respeito da
institucionalização da EaD, mais de 60% dos entrevistados entendem que a EaD não é
institucionalizada na Ufal (Quadro 4).
Quadro 4 - Síntese dos indicativos de institucionalização da EaD na Ufal
Indicativos de institucionalização
Aprovação pelo Conselho
Coordenadoria exclusiva para o EaD
Indicativos de não institucionalização
Necessidade de programas de financiamento
Limitação de cursos permanentes de Educação a Distância
Colegiado que gerencia o curso EaD
Não existência de regimento que inclua a contabilização da
carga horária EaD como parte da carga horária obrigatória
do docente
Assento no conselho da unidade
Necessidade de um quadro maior de docentes na
instituição
Constituição dos PPCs
Falta abertura de vagas para docentes envolvidos apenas
com cursos EAD
Prédio da Cied está dentro da Ufal
A EaD vista como uma atividade extra que o professor faz
por fora
Editais que abertos pela própria Cied A Cied não está vinculada diretamente à Prograd
com exigência de professores e técnicos
da Ufal
Tornou-se comum na instituição depois Obstáculos e resistência à EaD apresentados por alguns
da pandemia
docentes
Uso de sistema e plataforma online para Falta aprimoramento na seleção de candidatos
prova e exercícios no presencial
Fonte: Elaborado pelo autor (2024).
ANÁLISE/DIAGNÓSTICO DA SITUAÇÃO-PROBLEMA
18
De fato, a institucionalização não é um produto acabado, mas um processo, com progressos e
regressos, de incorporação da modalidade no aparato burocrático da instituição. As principais
alegações foram as seguintes: a necessidade de programas de financiamento externo, a falta de
cursos permanentes, a não contabilização de carga horária EaD dos docentes, a ausência de
docentes exclusivos para a EaD e as resistências ou preconceitos já apontados.
A contribuição da Ufal para os índices da meta 12 do PNE
Tentou-se trazer a participação da Ufal para o alcance das metas do PNE, constatou-se que
durante o período de vigência do PNE, todos os doze cursos EaD tiveram, em pelo menos um
ano da série, alunos matriculados. Porém, alguns cursos tiveram sua oferta encerrada
precocemente. Foi o caso do curso (Administração) que não houve ingressantes depois que se
iniciou o ciclo do PNE. Outros que houve oferta de apenas uma (Letras inglês) ou duas
(Administração Pública, Ciências Sociais, Letras português e Química) turmas. Na verdade, o
que foi constatado é que, a oferta foi bastante irregular para todos eles, devido à redução de
editais de oferta das vagas EaD a partir no ano de 2016. Isso reflete no número de alunos
matriculados (Gráfico 5) nesses cursos, que contou com mais de 3 mil alunos matriculados em
2014 (início do PNE) e o pior ano em 2022 (último censo) com 353 matrículas.
Nº de matrículas EaD
3500
3000
2888
3115
3083
1400
1200
2413
2500
2073
1000
2000
800
1393
1500
1045
879
1000
600
899
617
500
400
353
0
200
0
2012
2013
2014
2015
Total de matrículas
Ciências Sociais
Letras (espanhol)
Matemática
Sistemas de Informação
2016
2017
2018
2019
Administração
Física
Letras (inglês)
Pedagogia
2020
2021
2022
Administração Pública
Geografia
Letras (português)
Química
Fonte: Elaborado pelo autor (2024).
ANÁLISE/DIAGNÓSTICO DA SITUAÇÃO-PROBLEMA
Matrículas por Curso EaD
Gráfico 5 - Evolução das matrículas em cursos de graduação EaD na Ufal durante a vigência do PNE
(2014-2024)
19
Tal decréscimo pode ter afetado a participação da Ufal no alcance da meta 12 do PNE. A Taxa
Bruta de Matrícula (TBM) é um dos indicadores da meta 12 do PNE, que tem propósito de
indicar a capacidade do sistema de ensino em “ofertar” a educação superior à faixa etária
(população de 18 a 24 anos) considerada como adequada para cursá-lo, enquanto a Taxa
Líquida de Escolarização (TLE) é um indicador do “acesso” dessa população a este nível de
ensino. São, portanto, indicadores de inclusão (Brasil, 2022).
Os dados oficiais do painel de monitoramento do PNE apontam que entre 2012 e 2023, o estado
de Alagoas registrou leve alta nesses índices: um crescimento de 8,2 pontos percentuais na
TBM e de 5,5 p.p na TLE (Gráfico 6).
Gráfico 6 - Participação da Ufal nas Taxa Bruta de Matrícula e Taxa Líquida de Escolarização na
Graduação do estado de Alagoas durante a vigência do PNE (2014-2024)
35
29,7
TBM e TLE
(em pontos percentuais)
30
25
21,5
20
17,6
15
12,1
10
6,97
5,68
5
4,21
0
0,71
0,12
2012
2013
0,730,13
2014
2015
2016
2017
3,64
0,07
TLE (EaD Ufal) 0,01
2018
2019
2022
TBM (Alagoas)
TBM (Ufal)
TBM (EaD Ufal)
TLE (Alagoas)
TLE (Ufal)
TLE (EaD Ufal)
2023
Fonte: Elaborado pelo autor (2024).
Para simular a participação da Ufal no atingimento das metas do PNE, neste trabalho,
reelaboraram-se novos índices - TBM (Ufal), TBM (EaD Ufal), TLE (Ufal), TLE (EaD Ufal) que indicaram que a participação da Ufal regrediu durante o período de vigência do PNE (20142024), sendo mais perceptível nos cursos EAD. Como essas taxas retratam o quanto que a Ufal
é inclusiva na oferta e acesso da educação superior para a população de 18 a 24 anos, verificouse que na EaD a Ufal é, ainda, menos inclusiva que o presencial para esta população.
ANÁLISE/DIAGNÓSTICO DA SITUAÇÃO-PROBLEMA
20
Neste contexto, mesmo com a redução nas desigualdades de acesso proporcionada pelas
políticas públicas recentes, como a UAB, a população do interior ainda carece de mais ofertas
de vagas nesta na modalidade EaD. Além da diminuição das vagas EaD na Ufal constatada
durante nos últimos anos, percebe-se (pelas vagas ofertada dos editais durante a vigência do
PNE) que a população do interior de Alagoas pode estar sendo preterida nos cursos desta
modalidade. Ao longo do decênio apenas os polos das duas maiores cidades (Maceió e
Arapiraca) absolveram juntas quase metade das vagas ofertadas (2.481) em relação aos demais
12 polos juntos (3.063) (Gráfico 7).
1400
1200
1000
800
600
400
200
0
500
420
415
400
250
225
55
80
50
75
300
215
125
180
80
200
30
90
65
66
30
30
100
Vagas nos polos
Total de vagas ofertadas
Gráfico 7 – Vagas ofertadas por edital nos polos da Ufal durante a vigência do PNE (2014-2024)
0
Ed.
Ed.
Ed.
Ed.
Ed.
Ed.
Ed.
Ed.
Ed.
01/2012 06/2012 03/2013 14/2013 10/2014 22/2017 23/2020 71/2022 85/2023
Total
Maceió
Arapiraca
Delmiro Gouveia
Maragogi
Olho d'Água das Flores
Palmeira dos Índios
Penedo
Matriz de Camaragibe
Santana do Ipanema
São José da Laje
Teotônio Vilela
Porto Calvo
Cajueiro
Boca da Mata
Coruripe
Fonte: Elaborado pelo autor (2024).
Neste sentido, a oferta de mais vagas em cursos EAD para população do interior, especialmente
em polos parceiros que ainda não ofertam cursos de graduação EaD, poderia contribuir para a
melhoria desses índices, já que um dos objetivos da UAB é justamente “reduzir as
desigualdades de oferta de ensino superior entre as diferentes regiões do País” (Brasil, 2006.
Art.1º, I) e é também uma das estratégias do PNE para atingir a meta 12:
Estratégia 12.2: ampliar a oferta de vagas, por meio da expansão e interiorização da
rede federal de educação superior, da Rede Federal de Educação Profissional,
Científica e Tecnológica e do sistema Universidade Aberta do Brasil, considerando a
densidade populacional, a oferta de vagas públicas em relação à população na idade
de referência e observadas as características regionais das micro e mesorregiões
definidas pela Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE,
uniformizando a expansão no território nacional (Brasil, 2014).
ANÁLISE/DIAGNÓSTICO DA SITUAÇÃO-PROBLEMA
21
No entanto, apesar das limitações impostas à modalidade, a maioria dos gestores é propensa a
oferta de novas vagas em suas UAs (Gráfico 8), alegando que “socialmente falando, é
interessante” manter a oferta das vagas, pois existe “uma carência grande no interior,
principalmente. É um perfil de aluno que não tem condições de se deslocar para as cidades
maiores”. Além disso, “são cursos importantes para atender a população em geral do interior e
professores da rede pública que ainda não têm qualificação”.
Gráfico 8 - Aceitação dos gestores sobre a expansão de novas vagas nos cursos EaD ofertado pela
Unidade Acadêmica
Gestores
Abertuta de novas vagas
5
4
4
3
3
2
2
1
1
0
3
1
2
1
1
Não se aplica /
Não se
posicionou
Discordo
totalmente
Discordo
1
Indiferente (ou
neutro)
Concordo
Concordo
Totalmente
Função dos gestores
Diretores
Cordenadores
Fonte: Elaborado pelo autor (2024) a partir dos editais de oferta disponíveis na página da Copeve (2024).
RECOMENDAÇÕES DE INTERVENÇÕES
A pesquisa que originou este relatório técnico conclusivo surgiu a partir das suposições a
respeito do não atingimento das metas do Plano Nacional de Educação - PNE, especialmente a
Meta 12, que objetiva expandir as matrículas da educação superior. Alguns questionamentos se
afloraram ao perceber que já há alguns anos a modalidade de Educação a Distância - EaD vem
sendo utilizada como uma forma de expandir matrículas neste nível de educação, mas que na
RECOMENDAÇÕES DE INTERVENÇÕES
22
Universidade Federal de Alagoas – Ufal, os estudantes dessa modalidade representam cerca de
2% do total de matrícula, fazendo questionar-se: como a Ufal tem planejado a expansão da EaD
com vista ao alcance dos objetivos almejados pela Meta 12 do PNE?
Como demonstrado acima, ao explorar o processo de institucionalização da EaD, evidenciouse que a Ufal possui relevante experiência na oferta de cursos a distância. Porém algumas
categorias desse processo necessitam de mais intervenções do que outras para que a
institucionalização da EaD de fato aconteça.
Nessa perspectiva, este propõe-se o estabelecimento e a aplicação de um conjunto de diretrizes,
orientações e ações, organizacionais, administrativas, pedagógicas e acadêmicas, visando a
efetividade de um processo consistente de institucionalização da EAD no âmbito do Ufal.
Sugere-se que sejam contempladas as seguintes dimensões:
Atualização de Documentos Institucionais
PDI/PDU: para o processo de institucionalização da EAD, é necessário contar com a inserção
de ações de EaD no PDI da Ufal e nos PDUs das Unidades Acadêmicas, visto que a falta de
uma manifestação explícita no PDI fragiliza o processo de institucionalização. Aproveitandose que o atual PDI da Ufal, encontra-se em fase de encerramento e já se começaram os trabalhos
para a proposta do novo PDI e PDUs, que deve vigorar nos próximos 5 anos, convém-se colocar
a EaD como um dos propósitos para consolidar a expansão da Ufal. Para tanto, os responsáveis
(que neste é caso é toda a comunidade acadêmica), deve planejar suas metas e ações futuras,
considerando as características, seu contexto, sua realidade regional.
Regimentos: o regimento geral deve constar questões direcionadoras da EaD. Sua atualização,
por parte do Consuni e da comunidade acadêmica, se faz imprescindível, principalmente devido
ao afloramento, nos últimos anos, de outras metodologias como o ensino híbrido e a ensino
remoto. Ademais, as UAs e a Cied, por meio de seus conselhos, com a participação de toda a
comunidade acadêmica, devem atualizar (ou criar) seus respectivos regimentos internos de
forma refletir a realidade contemporânea.
PPC: o PPC (presencial e EaD), ao que reunir as diretrizes que orientam a prática pedagógica
do curso, também precisa ser constantemente atualizado. Como visto, alguns deles nem se que
RECOMENDAÇÕES DE INTERVENÇÕES
23
abordam a introdução de um percentual de carga horária EaD (já aprovado na Ufal). Para tanto,
se faz necessário que os colegiados dos cursos e seus NDEs articulem, maneiras de abordar a
EaD. Imprescindível, nesse caso, é também colaboração da Cied, como órgão de apoio as
atividades de EAD.
Estrutura administrativa
Núcleo gestor da EaD: é importante que a Ufal proporcione em sua estrutura organizacional um
ambiente apropriado para as ações em educação a distância. Neste sentido, faz-se importante o
fortalecimento da Cied, que é coordenada por um representante escolhido por indicação da
reitoria, possui em sua estrutura administrativa as coordenadorias da UAB e da UnaSus, além
de uma secretaria e 4 (quatro) núcleos: Núcleo de Projetos e Fomentos (NPFO), Núcleo de
Acompanhamento de Polos e Cursos (NAPC), Núcleo de Tutoria e Acompanhamento Discente
(NTAD) e o Núcleo de Produção de Materiais e Formação (NPMF). A Cied, é subordinada à
reitoria, porém é imprescindível que se tenha uma cadeira junto, ao Conselho Universitário,
defender diretamente proposições para a melhoria e expansão da modalidade.
Estrutura física e digital
Física: a Ufal deve manter infraestrutura física adequada à necessidade da EaD. Novamente,
prioridade deve ser dada a Cied, no sentido de prover um local exclusivo com maior foco das
ações às atividades da EaD. Contudo, outras infraestruturas também devem ser montadas nos
campi e nos polos, como: laboratórios, salas de aula e de videoconferência, bibliotecas e espaço
para convivência dos alunos e outras instalações administrativas para um melhor atendimento
institucional.
Digital: a Ufal deve investir em equipamentos e TDIC e planejar os recursos de tecnologia
necessários para suporte às atividades da EaD, mantendo atualizados com os avanços
tecnológicos o gerenciamento dos seguintes serviços e ambientes: ambientes virtuais de
aprendizagem, sistema de gestão acadêmica acessível, acervo (repositório)/biblioteca digital
acessível, serviços de webconferência acessíveis; estúdios para gravação de videoaulas,
laboratórios virtuais dentre outros.
RECOMENDAÇÕES DE INTERVENÇÕES
24
Pessoal
Quadro de Pessoal: por mais seja necessária a colaboração de bolsista da UAB, a estrutura da
EAD na Ufal deve possibilitar quadro docente e administrativo próprios. Na equipe da Cied,
além dos bolsistas da UAB, presencia-se docentes, pedagogos, técnico em assuntos
educacionais, porém outros profissionais são desejáveis: revisor/editor de textos, diagramador,
ilustrador, programador visual, técnico de ti, técnico de audiovisual, analista de sistemas,
roteirista e operador de câmera dentre outros.
Reconhecimento do esforço docente: embora seja premissa que não haja docentes exclusivos
para as atividades da EaD na Ufal, isso pode impedir que docentes da EaD possam atuar de
forma mais direcionada a realidade posta pela modalidade, já que eles têm que dividir suas
atribuições, que por vezes são distintas, entre ambas as modalidades. Como regra geral a carga
horária do docente do presencial que atua na modalidade EaD é computada como parte do seu
horário de aulas, sendo o recebimento de bolsas o maior empecilho para que isso ocorra. Pensar
outros meios de recompensar essa atividade profissional efetivada na EaD, poderia ser um
caminho para afastar a sensação de trabalho precário relatada por alguns docentes.
Seleção de profissionais: as regras dos editais de seleção, estabelecendo experiências mínimas
para credenciamento de docentes e tutores para atuarem na EaD, ao mesmo tempo que nivela a
qualidade dos profissionais, podem ser impeditivos para que outros profissionais da instituição
possam também experienciar a modalidade, ou para a livre concorrência de candidatos externos,
que poderiam trazer suas experiências vivenciadas em outras lugares para Ufal.
Serviços ao Estudante
Participação plena: de suma importância a participação plena nos discentes. A Ufal deve
garantir que os estudantes da EaD tenham os mesmos direitos que os do presencial. Isso pode
ocorrer em termos de representatividade, quando lhes é garantida a participação nos colegiados
e diretorias acadêmicas, ou em termos de oportunidades, quando lhes são oferecidos aos
auxílios estudantis, inclusive para deslocamento para instituição e polos, e a participação de em
eventos e projetos de ensino, pesquisa e extensão, inclusive com oferecimento de bolsas.
RECOMENDAÇÕES DE INTERVENÇÕES
25
Qualidade e acompanhamento egressos: a qualidade dos formandos tem muita ligação com a
participação plena desses estudantes durante sua vida acadêmica. Embora, verifica-se que
muitos cursos tenham obtido conceitos similares aos do presencial em avaliações do Enade,
ainda é falho o acompanhamento dos egressos na Ufal, especialmente da EaD. Para tanto, faz
necessário o aprimoramento de mecanismos de acompanhamento, como o próprio Portal do
Egresso, disponível na página eletrônica da Ufal, por meio das avaliações institucionais.
Modelos de gestão/financiamento
Depender unicamente do financiamento da UAB/Capes para ofertas de cursos EaD torna a
perenidade dos cursos insustentável. É recomendável que a Ufal busque outras formas de
captação de recursos, como da própria matriz orçamentária ou parcerias com outras
instituições/programas. A gestão por recursos próprios, pode permitir à Ufal a criação de novos
cursos que não dependam das regras impostas pelos editais da Capes, tornando a Cied e as UAs
ofertantes mais autônomas, inclusive, na adoção de abordagens pedagógicas e estratégias, como
por exemplo, o ensino híbrido.
Abrangência geográfica/interiorização
Embora a Ufal disponha de uma abrangência geográfica capaz de cobrir todas as regiões do
estado de Alagoas com seus 16 polos parceiros. Nota-se que a EaD ainda não chega a todos os
lugares. Alguns dos polos não oferecem cursos de graduação (apenas pós-graduação) pela Ufal.
Além disso, boa parte dos matriculados estão em polos de grandes centros urbanos, como
Maceió e Arapiraca que já oferecem vários cursos presenciais. Sugere-se que a Ufal promova
parcerias com municípios que já tem polos UAB, mas não oferecem cursos pela Ufal, ou com
municípios que ainda não têm polo, a articulação de novos cursos.
Mitigação de resistências
Disseminação externa: aponta-se um dos motivadores da existência de resistência ou
preconceito em relação a EaD muitas vezes é fruto da falta de conhecimento de funciona a EaD.
Neste caso, a melhor forma de mitigar seria a divulgação dos resultados e disseminação boas
práticas na EaD. Sugere-se que tanto as UAs ofertantes de cursos EaD, como a Cied sejam
vetores de disseminação da EaD em seus respectivos campos de atuação. As UAs, podem, por
RECOMENDAÇÕES DE INTERVENÇÕES
26
exemplo, divulgar resultados em eventos ou nas redes sociais ou nas escolas, enaltecendo a
qualidade dos profissionais formados. Para tanto, é imprescindível o acompanhamento dos
egressos. A Cied, por sua vez, tem todo um meio de tornar visíveis as práticas da EaD, dispondo
em sua página eletrônica ou nas redes sociais mais informações, no sentido de dirimir dúvidas
em relação ao funcionamento da modalidade.
Disseminação interna: embora seja natural que haja ponderações a se fazer quando da oferta de
qualquer curso, seja presencial ou EaD a comunidade interna, especialmente os docentes podem
opor resistência a modalidade, seja por falta de conhecimento, por corporativismo a favor do
sistema tradicional de ensino, ou outro motivo. O papel pela Cied, novamente se faz importante.
Por exemplo, ao propor capacitação, pode-se tornar os profissionais mais com a modalidade.
RESPONSÁVEIS E CONTATOS
MARCO ANGELO XAVIER DE SÁ (marco.angelo@fis.ufal.br)
Mestrando em Administração Pública
Universidade Federal de Alagoas
PROF. DR. MADSON BRUNO DA SILVA MONTE (madson.monte@feac.ufal.br)
Orientador do trabalho
Universidade Federal de Alagoas
DATA DE REALIZAÇÃO DO RELATÓRIO: Setembro de 2024.
RESPONSÁVEIS E CONTATOS
27
REFERÊNCIAS
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