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CERCAMENTO PERIMETRAL SUSTENTÁVEL
EM INSTITUIÇÕES PÚBLICAS:
GUIA TÉCNICO DE IMPLEMENTAÇÃO BASEADO NA EXPERIÊNCIA DO
CAMPUS ARAPIRACA – UFAL
CERCAMENTO PERIMETRAL SUSTENTÁVEL EM
INSTITUIÇÕES PÚBLICAS: GUIA TÉCNICO DE
IMPLEMENTAÇÃO BASEADO NA EXPERIÊNCIA DO
CAMPUS ARAPIRACA - UFAL
CERCAMENTO PERIMETRAL SUSTENTÁVEL EM INSTITUIÇÕES
PÚBLICAS: GUIA TÉCNICO DE IMPLEMENTAÇÃO BASEADO NA
EXPERIÊNCIA DO CAMPUS ARAPIRACA - UFAL
Relatório técnico apresentado pelo mestrando José Alves dos
Santos Júnior ao Mestrado Profissional em Administração
Pública em Rede, sob orientação do docente Prof. Dr. Andrew
Beheregarai Finger, como parte dos requisitos para obtenção
do título de Mestre em Administração Pública.
04
Contexto e Organização Estudada
05
Público-alvo da proposta
07
Descrição da situação-problema
08
SUMÁRIO
Resumo
Objetivos da proposta de intervenção
Diagnóstico Situacional
09
10
Guia Técnico para Implementação do
Cercamento Perimetral Sustentável
13
Responsáveis pela proposta de
intervenção e data
Referências
Protocolo de recebimento
46
47
48
RELATÓRIO TÉCNICO CONCLUSIVO
04
RESUMO
Este trabalho propõe um guia técnico para a
implementação de cercamento perimetral
sustentável, com base no caso do Campus
Arapiraca da Universidade Federal de Alagoas
(UFAL). A iniciativa busca mitigar problemas
de segurança, como invasões e furtos,
causados pela fragilidade do cercamento
existente, alinhando-se aos princípios de
sustentabilidade e gestão pública eficiente. O
estudo adota uma abordagem exploratória e
qualitativa, fundamentada em entrevistas
semiestruturadas com servidores da UFAL em
Arapiraca, análise documental e observação
não participante. Os resultados evidenciam os
desafios enfrentados pelo campus, incluindo
limitações orçamentárias e escassez de mão
de obra, além de destacar a relevância de
práticas sustentáveis no contexto acadêmico.
O cercamento vivo, além de oferecer
segurança, promove benefícios ambientais,
sociais e econômicos, integrando-se à
biodiversidade local e à comunidade
acadêmica. Como produto final, o manual
apresenta
diretrizes
replicáveis
para
instituições públicas e privadas, contribuindo
para a institucionalização de boas práticas e
para a eficiência da gestão de recursos. A
proposta não apenas atende às demandas
específicas do Campus em questão, mas
também oferece um modelo sustentável
para enfrentar desafios similares em outros
campi e em outras instituições.
Palavras-chave: Manual Técnico; Cercamento Sustentável; Segurança Perimetral;
Infraestrutura Verde; Administração Pública.
No contexto da COP 30, a agenda climática global transita das
negociações para a fase de implementação, exigindo que
instituições públicas adotem mecanismos operacionais concretos
(UNFCCC, 2025). Nesse cenário, o presente Guia Técnico de
implementação de uma prática sustentável e replicável
configura-se como uma ferramenta estratégica para materializar
as diretrizes do Acordo de Paris no âmbito da infraestrutura
universitária.
RELATÓRIO TÉCNICO CONCLUSIVO
CONTEXTO
O Campus Arapiraca da Universidade
Federal de Alagoas (UFAL) foi criado como
parte do processo de interiorização do
ensino superior, promovido pelo Governo
Federal na década de 2000 através do
REUNI. Situado a 130 km de Maceió, o
campus desempenha um papel crucial no
desenvolvimento regional, ampliando o
acesso ao ensino superior para os
estudantes do interior e contribuindo para
a democratização da educação superior.
A UFAL em Arapiraca também impulsiona
o crescimento econômico e social da
região, atraindo investimentos, gerando
empregos e qualificando profissionais. O
campus abriga cerca de 6.000 estudantes,
dos quais 75% são oriundos de escolas
públicas, e mais de 600 servidores.
Na tentativa de resolver rapidamente o
problema da fragilidade da proteção
perimetral da Sede do Campus Arapiraca
e devido à inviabilidade de aumentar o
efetivo
terceirizado
da
Segurança
Patrimonial, a gestão local considerou
construir um muro convencional de
alvenaria. Contudo, devido ao alto custo
estimado (mais de dois milhões de reais) e
à falta de recursos públicos, essa solução
foi descartada.
De acordo com Brundtland (1987), o
desenvolvimento sustentável é aquele que
atende às necessidades do presente sem
comprometer a capacidade das futuras
gerações de atenderem às suas próprias
necessidades.
05
A Constituição Brasileira prevê que todos
têm o direito a um meio ambiente
ecologicamente equilibrado, considerado
um bem de uso comum do povo e
essencial para uma qualidade de vida
saudável. Tanto o Poder Público quanto a
coletividade têm o dever de defendê-lo e
preservá-lo para as gerações presentes e
futuras (BRASIL, 1988, Art. 225).
A adoção de uma agenda ambiental nos
órgãos públicos é uma necessidade dos
tempos atuais, especialmente diante da
crise causada pelas mudanças climáticas
e o aquecimento global. Para evitar que a
situação se agrave, é essencial utilizar os
recursos naturais de maneira racional. A
sociedade exige da administração pública
a implementação de práticas que tenham
como princípio a sustentabilidade do
planeta (Ministério do Meio Ambiente,
2024).
Assim, diante da necessidade urgente, da
escassez de recursos financeiros das
Universidades Federais e das incertezas
trazidas pela pandemia da COVID-19, em
2021, os técnicos da Gerência de
Infraestrutura do Campus Arapiraca
começaram a desenvolver uma solução
econômica,
ecológica,
educativa
e
sustentável a médio/longo prazo.
Contudo, a iniciativa, que está em fase de
implantação, ainda carece de uma
sistematização adequada e formalizada,
capaz de instruir e permitir a replicação
da experiência em outras localidades da
Universidade Federal de Alagoas e em
outras instituições.
RELATÓRIO TÉCNICO CONCLUSIVO
06
ORGANIZAÇÃO ESTUDADA
A sede do Campus Arapiraca, objeto do nosso estudo, está localizada na zona
rural da cidade de Arapiraca, Povoado Sementeira (que atualmente é o bairro
Bom Sucesso) e possui um perímetro de cercamento de 2.138 metros, fazendo
limite, em alguns pontos, com áreas isoladas e zona rural, o que por sua vez,
dificulta a atuação da Segurança Patrimonial nesses locais, visto que em quase
toda a sua totalidade, essa extensão perimetral era protegida apenas por uma
cerca de arame farpado.
RELATÓRIO TÉCNICO CONCLUSIVO
07
PÚBLICO-ALVO
O presente Manual Técnico destina-se primordialmente a gestores públicos,
equipes de infraestrutura e segurança patrimonial, bem como tomadores de
decisão em Instituições Federais de Ensino e demais órgãos da administração
pública que enfrentam desafios relacionados à escassez de recursos
orçamentários e à vulnerabilidade patrimonial.
Devido à sua natureza prática e replicável, o material também se direciona a
gestores de instituições privadas e administradores acadêmicos que buscam
alinhar a eficiência administrativa à agenda de sustentabilidade, oferecendo
uma ferramenta de consulta para a implementação de soluções de
engenharia de baixo custo, ecologicamente responsáveis e socialmente
integradas.
08
RELATÓRIO TÉCNICO CONCLUSIVO
DESCRIÇÃO DA SITUAÇÃO
PROBLEMA
Poucos anos após a inauguração do
Campus Arapiraca, principalmente a região
localizada nos seus arredores passou por
grandes transformações, como o acelerado
crescimento imobiliário e populacional.
Assim, a localidade que antes era uma zona
rural, transformou-se no Bairro Bom Sucesso.
O crescimento da localidade trouxe consigo
também alguns problemas, dentre eles a
insegurança, que foi potencializada devido à
fragilidade do cercamento do perímetro do
Campus Arapiraca - Sede, que em quase
sua totalidade, de 2.138 metros lineares, era
protegido por uma cerca composta por
estacas de madeira e arame farpado.
A implementação de uma agenda ambiental
nos órgãos públicos tornou-se imperativa nos
dias de hoje, devido à crise provocada pelas
mudanças climáticas e pelo aquecimento
global. Para impedir o agravamento dessa
situação, é fundamental fazer uso racional dos
recursos naturais (Ministério do Meio Ambiente,
2024).
A Infraestrutura Verde (IV) tem ganhado
destaque nos últimos anos como uma área de
pesquisa interdisciplinar, integrando aspectos
ambientais,
econômicos
e
sociais
no
planejamento e execução de projetos urbanos
mais sustentáveis (Dos Santos e Enokibara,
2021).
Logo, começaram a acontecer diversos
episódios de invasão, furtos, vandalismo e
abandono
de
animais
doentes
nas
dependências do campus, especialmente
nas áreas traseiras e laterais do Campus, as
quais mostram-se mais vulneráveis, por
limitar o acesso dos agentes de Segurança
Patrimonial e também por fazer limite com
propriedades rurais.
Desta forma, frente à grande necessidade,
escassez
de
recursos
financeiros
das
Universidades Federais e do cenário de
incertezas trazido pela pandemia da COVID-19,
os técnicos responsáveis pela Infraestrutura do
Campus Arapiraca, em 2021, começaram a
desenvolver uma solução de médio/longo
prazo que fosse econômica, ecológica,
educativa e sustentável.
Inicialmente, com o intuito de solucionar o
problema de fragilidade da proteção do
perímetro de forma mais célere, e diante da
inviabilidade de aumentar o efetivo
terceirizado da Segurança Patrimonial, a
Gestão local cogitou a possibilidade da
construção de um muro convencional de
alvenaria. No entanto, diante do alto custo
para uma construção desse tipo (custo
estimado em mais de dois milhões de reais),
diante da falta de recursos públicos para
custear a obra, essa proposta de solução foi
abortada.
No entanto, a iniciativa, que ainda está em
processo de implantação, ainda não possui
uma
sistematização
estruturada
e
formalizada, que seja capaz de instruir e
possibilitar a replicabilidade da experiência
nas
demais
localidades
dispersas
da
Universidade Federal de Alagoas.
Conforme observado por Gomes et al.,
(2020), há um aumento crescente nas
expectativas da sociedade para que as
organizações
adotem
modelos
socioambientais, especialmente no que diz
respeito ao uso de recursos. Implementar
princípios sustentáveis na gestão pública
exige alterações significativas nas atitudes e
práticas, a fim de reduzir os impactos sociais
e ambientais.
Diante do problema apresentado, surgiu o
seguinte questionamento: Como implementar
um cercamento perimetral de maneira
eficiente, econômica e ecológica, atendendo
às necessidades de segurança e promovendo
a sustentabilidade?
RELATÓRIO TÉCNICO CONCLUSIVO
09
OBJETIVOS DA PROPOSTA
O objetivo geral do Produto Técnico Tecnológico (PTT) consiste na elaboração de
um manual técnico para a implementação de cercamento perimetral sustentável,
utilizando como referência a experiência exitosa do Campus Arapiraca da
Universidade Federal de Alagoas (UFAL). A proposta visa, especificamente, fornecer
diretrizes claras e práticas para mitigar problemas de segurança patrimonial, como
invasões e furtos, causados pela fragilidade de cercamentos convencionais,
alinhando a solução aos princípios de eficiência na gestão de recursos e
sustentabilidade.
Além de recomendar tecnologias e materiais adequados para a infraestrutura verde,
o manual tem o objetivo de sistematizar e formalizar o processo de implantação,
transformando o conhecimento tácito em uma ferramenta replicável que promova
benefícios ambientais, sociais e econômicos para outras instituições públicas e
privadas.
10
RELATÓRIO TÉCNICO CONCLUSIVO
DIAGNÓSTICO SITUACIONAL
A segurança patrimonial em instituições
públicas,
especialmente
em
campi
universitários, apresenta desafios específicos
relacionados à sua extensa área física, à
diversidade de usuários e à necessidade de
garantir um ambiente seguro e propício ao
desenvolvimento das atividades de ensino,
pesquisa e extensão. Nesse contexto, o
presente Produto Técnico/Tecnológico (PTT)
propõe a criação de um manual de
implementação de um cercamento perimetral
sustentável, como medida para mitigar os
problemas de segurança existentes.
Originalmente situado em uma área rural, o
campus Arapiraca da UFAL, com seus 2.138
metros lineares de perímetro, vinha sofrendo
nos últimos anos com o impacto do
crescimento
urbano
e
a
consequente
construção de diversos loteamentos em seu
entorno. Essa mudança no perfil da vizinhança
trouxe consigo um aumento significativo nos
casos de invasão, furtos, vandalismo e
abandono de animais nas dependências do
campus, especialmente nas áreas traseiras e
laterais, que se mostravam mais vulneráveis à
ação de infratores.
O combate aos problemas de invasão e furto
no campus da UFAL em Arapiraca esbarrou em
uma série de dificuldades. A escassez de
recursos financeiros e humanos limitou a
capacidade de investimento em medidas de
segurança mais robustas, como a contratação
de vigilantes e a instalação de sistemas de
monitoramento.
Adicionalmente, a burocracia inerente à
gestão pública gerou entraves e atrasos na
resolução de problemas, mesmo os de menor
escala, impactando a agilidade necessária
para lidar com as questões de segurança. A
falta de um setor específico para planejar a
segurança do campus também contribuiu
para a fragilidade do sistema, dificultando a
implementação de medidas preventivas e a
adoção de estratégias eficazes.
Diante desse cenário, a criação de um
cercamento vivo surgiu como uma alternativa
viável, promissora e alinhada com os princípios
da sustentabilidade, capaz de oferecer uma
barreira física contra invasões, aliada à
integração com o ambiente e à promoção da
biodiversidade.
Após a implementação da medida
mencionada, verificou-se uma mudança
significativa no cenário de segurança do
campus. Os registros de furtos cessaram
completamente e não houve mais qualquer
notícia de invasão ao perímetro da instituição.
Essa constatação demonstra a eficácia da
solução proposta como medida de segurança,
indicando que o cercamento vivo, além de
promover a sustentabilidade e a integração
com o ambiente, contribuiu de forma decisiva
para a proteção do patrimônio público e para
a tranquilidade da comunidade acadêmica.
Ademais, a elaboração deste manual
justifica-se pela necessidade de oferecer aos
gestores públicos uma ferramenta prática e
completa para a implementação de soluções
de segurança eficazes e sustentáveis. Ao
sistematizar e formalizar o processo de
implantação de um cercamento perimetral
com essas características, o presente trabalho
poderá servir de modelo para outros órgãos
públicos que enfrentem desafios semelhantes,
contribuindo para a melhoria da segurança e
da qualidade de vida em instituições públicas.
RELATÓRIO TÉCNICO CONCLUSIVO
11
DIAGNÓSTICO SITUACIONAL
Análise dos Contextos Externo e Interno
O planejamento do cercamento perimetral exige uma análise criteriosa do ambiente. No
contexto externo, observa-se uma convergência favorável entre as pautas de segurança
pública e sustentabilidade, o que facilita a aceitação social e a captação de recursos,
embora riscos climáticos e econômicos (recessão) ameacem a continuidade.
A análise do cenário externo permite identificar variáveis incontroláveis pela organização,
possibilitando o mapeamento de riscos e oportunidades que influenciam, positiva ou
negativamente, o desempenho institucional (Hofrichter, 2017; Kotler; Keller, 2018).
Já no contexto interno da UFAL Arapiraca, a viabilidade técnica é garantida pela expertise
do curso de Agronomia e pela infraestrutura instalada (trator e viveiro). Contudo, a
operacionalização enfrenta gargalos administrativos, como a burocracia para
manutenção de máquinas e a escassez de mão-de-obra terceirizada para o manejo
constante que a cerca viva exige.
A Matriz SWOT consolida os fatores levantados no diagnóstico:
RELATÓRIO TÉCNICO CONCLUSIVO
12
DIAGNÓSTICO SITUACIONAL
Diante dos desafios orçamentários e da escassez de mãode-obra identificados na análise SWOT, verificou-se que a
sustentabilidade do projeto a longo prazo depende de três
pilares estratégicos:
13
RELATÓRIO TÉCNICO CONCLUSIVO
GUIA TÉCNICO PARA IMPLEMENTAÇÃO DO
CERCAMENTO PERIMETRAL SUSTENTÁVEL
O objetivo central do diagnóstico desta
pesquisa é criar o manual de
implementação
de
cercamento
perimetral sustentável, utilizando os
métodos
e
aprendizados
experienciados
no
campus
da
Universidade Federal de Alagoas - UFAL
em Arapiraca, oferecendo um guia
prático e replicável.
O conceito de cercamento sustentável
é
uma
alternativa
ecológica
e
economicamente viável aos muros
tradicionais. Através deste método, é
possível,
não
apenas
mitigar
o
problema relacionado à proteção do
perímetro, mas também trazer diversos
outros
benefícios
que
estão
diretamente
alinhados
com
os
Objetivos
de
Desenvolvimento
Sustentável (ODS) da ONU.
De acordo com a ONU (2015), a Agenda
2030
para
o
Desenvolvimento
Sustentável é um plano de ação focado
nas pessoas, no planeta e na
prosperidade. Seu objetivo é proteger o
planeta da degradação, principalmente
através do consumo e produção
sustentáveis, da gestão sustentável dos
recursos naturais e da adoção de
medidas urgentes contra a mudança
climática, garantindo que ele possa
atender às necessidades das gerações
presentes e futuras.
O
cerceamento
perimetral
aqui
proposto, ao utilizar árvores no lugar de
muro convencional para proteger o
perímetro da instituição e reduzir os
custos com segurança e manutenção,
alinha-se com diversos ODS da Agenda
2030 da ONU:
RELATÓRIO TÉCNICO CONCLUSIVO
COLABORAÇÃO LOCAL E ALINHAMENTO COM OS ODS - ONU
A colaboração com fornecedores locais para obtenção de
mudas e a participação ativa de membros da comunidade
acadêmica no plantio e manutenção da cerca viva demonstram
a importância de parcerias para o sucesso do projeto e a
implementação dos ODS.
A iniciativa de cercamento perimetral com o uso de árvores
ilustra como ações locais apoiam os Objetivos de
Desenvolvimento Sustentável, promovendo um futuro mais
resiliente e sustentável.
14
RELATÓRIO TÉCNICO CONCLUSIVO
15
ETAPAS PARA IMPEMENTAÇÃO DO
CERCAMENTO PERIMETRAL SUSTENTÁVEL
Este guia está organizado em 4 etapas macro, interdependentes e
cíclicas, que garantem a gestão completa do projeto:
Governança e Equipe Multidisciplinar
Antes de iniciar o planejamento técnico, é fundamental
formalizar uma comissão gestora composta por servidores de
diversas áreas estratégicas, como administração, agronomia,
zootecnia, arquitetura e segurança patrimonial, para conduzir o
projeto de forma integrada.
Para assegurar a fluidez da execução, deve-se definir as
responsabilidades específicas de cada membro e estabelecer
canais de comunicação eficazes, garantindo que as decisões
técnicas (agronômicas) estejam alinhadas com os trâmites
administrativos e orçamentários da instituição.
RELATÓRIO TÉCNICO CONCLUSIVO
16
ETAPA 01: PLANEJAMENTO
Esta etapa é fundamental para maximizar a taxa de sucesso da
iniciativa, devendo ser realizadas as seguintes ações:
Definição do Objetivo.
Análise do local.
Escolha da espécie a ser plantada.
Elaboração do Projeto.
Orçamento dos custos.
Definição do Objetivo
RELATÓRIO TÉCNICO CONCLUSIVO
17
Análise do local do Plantio
A análise do local de plantio é crucial para o sucesso de um projeto de
Cercamento Sustentável, pois assegura a escolha correta das espécies e as
melhores condições para o seu crescimento. Além disso, é essencial
identificar as áreas do perímetro mais vulneráveis a invasões e vandalismo.
No caso da UFAL, o mapeamento estratégico dessas áreas orientou o plantio
da cerca viva, priorizando os locais que necessitavam maior proteção.
RELATÓRIO TÉCNICO CONCLUSIVO
18
Escolha da Espécie a ser Plantada
A espécie selecionada deve ser compatível com as condições climáticas da
região, como temperatura, pluviosidade e incidência solar. No caso da UFAL
em Arapiraca, a Mimosa Caesalpiniaefolia Benth (Sabiá) foi escolhida devido
à sua adaptação ao clima semiárido do Nordeste brasileiro, rusticidade e
tolerância à seca, o que favoreceu o sucesso do plantio.
RELATÓRIO TÉCNICO CONCLUSIVO
19
Se o principal objetivo for a
segurança, como no caso do
Campus Arapiraca, a espécie deve
ser capaz de formar uma barreira
física densa e resistente. A Mimosa
Caesalpiniaefolia
Benth
é
amplamente utilizada como estaca
para cercas devido à sua robustez.
A Mimosa Caesalpiniaefolia Benth,
popularmente chamada de Sabiá,
é uma planta nativa da caatinga
no
nordeste
brasileiro.
Sua
rusticidade e alta resistência
permitem que ela se adapte
também a outras regiões do país.
A sabiá é uma planta que tolera luz direta e cresce rapidamente, atingindo entre
1,5 e 2 metros de altura ainda no primeiro ano. Além disso, não requer cuidados
especiais (Souza Neto et al., 2013).
Dica de Replicabilidade (Outros Biomas): Para implantação fora da
Caatinga/Nordeste, consulte os catálogos da Embrapa (como o portal Infoteca-e)
ou órgãos locais de extensão rural. Busque espécies nativas adaptadas ao seu
clima e solo que possuam características similares à Sabiá: crescimento rápido,
rusticidade e presença de espinhos ou folhagem densa (para garantir a barreira
física). É indispensável validar a escolha com um agrônomo ou engenheiro
florestal local.
RELATÓRIO TÉCNICO CONCLUSIVO
20
Elaboração do Projeto
Para elaborar um projeto de cercamento sustentável, é indispensável seguir
um processo estruturado que englobe as etapas necessárias. Recomendase, com base no caso do Campus Arapiraca da UFAL a execução das
seguintes etapas:
A seguir temos o detalhamento das fases do projeto, tomando como base
o estudo de caso do Campus Arapiraca da Universidade Federal de
Alagoas - UFAL.
RELATÓRIO TÉCNICO CONCLUSIVO
21
Detalhamento das Fases do Projeto
1. Traçado do Cercamento:
Definição do Perímetro: O primeiro passo é definir o perímetro a ser cercado,
considerando a área total a ser protegida e os pontos de acesso que precisam
ser mantidos.
Mapeamento de Áreas Vulneráveis: Identificar as áreas mais suscetíveis a
invasões, furtos e vandalismo, como feito pela UFAL, permite direcionar o
plantio da cerca viva de forma estratégica.
Demarcação Física: Utilizar estacas e cordas para demarcar fisicamente o
traçado da cerca viva no terreno, garantindo a precisão do alinhamento e a
visualização do projeto.
2. Definição do Espaçamento Entre as Mudas:
Considerar o Porte da Planta: O espaçamento entre as mudas deve ser
definido levando em consideração o porte da espécie na fase adulta. A UFAL,
por exemplo, plantou as mudas de Sabiá a 20cm de distância entre si,
considerando o crescimento da planta e a formação de uma barreira densa.
Densidade Desejada: A densidade da cerca viva, ou seja, a proximidade entre
as plantas, influencia diretamente na sua eficácia como barreira física e visual.
Objetivo da Cerca Viva: Se o objetivo for segurança máxima, um espaçamento
menor entre as mudas é recomendado. Se o objetivo for mais estético, um
espaçamento maior pode ser utilizado.
3. Cálculo da Quantidade de Mudas Necessárias:
Comprimento do Perímetro: Medir o comprimento total do perímetro a ser
cercado. No caso da UFAL, o perímetro do Campus Arapiraca tem cerca de
2.138 metros de extensão.
Dividir pelo Espaçamento: Dividir o comprimento total do perímetro pelo
espaçamento definido entre as mudas. O resultado indicará a quantidade
total de mudas necessárias.
Fórmula para o cálculo:
C= comprimento total do perímetro (em metros)
E= espaçamento definido entre as mudas (em metros)
Q= quantidade total de mudas necessárias
Fórmula: Q=C/E
RELATÓRIO TÉCNICO CONCLUSIVO
22
Detalhamento das Fases do Projeto
Exemplo prático: Se o perímetro tem 2.138 metros e o espaçamento entre mudas é
de 0,20 metros (20 cm):
Q=2138/0,20=10.690" mudas"
Essa fórmula permite calcular de forma clara e objetiva o número de mudas
necessárias para qualquer projeto de cercamento vivo, bastando conhecer o
comprimento do perímetro e o espaçamento entre as mudas.
Exemplo Prático (Campus Arapiraca):
• (Perímetro): 2.138 metros
• (Espaçamento): 0,20 metros (20 cm)
• Cálculo: 2.138÷0,20= 10.690 mudas
Este cálculo simples permitiu o planejamento preciso da produção no viveiro
próprio.
A experiência prática do caso UFAL revelou a ocorrência de uma taxa de
mortalidade inicial das mudas devido à adaptação ao solo e fatores climáticos.
Para mitigar esse risco e evitar "falhas" na barreira de segurança, recomenda-se
adicionar uma margem de segurança de 10% a 15% ao quantitativo total calculado
(). Esse excedente técnico deve ser mantido em viveiro ou local apropriado para
permitir o replantio imediato (replanta) nas primeiras semanas, assegurando a
densidade uniforme e a eficácia do cercamento desde a fase inicial.
RELATÓRIO TÉCNICO CONCLUSIVO
23
Detalhamento das Fases do Projeto
4. Planejamento de Aquisição Inicial das Mudas:
Espécie Selecionada: A escolha da espécie deve seguir os critérios já
mencionados, considerando a adaptação ao clima e solo, finalidade da cerca
viva, características da planta, disponibilidade de mudas e impacto ambiental.
Fontes de Mudas: Pesquisar viveiros e produtores locais que forneçam mudas
da espécie desejada. A UFAL Arapiraca, inicialmente, obteve mudas de Sabiá
da cidade de Viçosa/AL e depois passou a produzir suas próprias mudas no
Campus Arapiraca a partir das primeiras árvores plantadas (árvores a partir
de 2 anos de idade).
Qualidade das Mudas: Assegurar a qualidade das mudas, verificando se são
saudáveis, livres de pragas e doenças, e com bom desenvolvimento radicular.
Custo das Mudas: Comparar preços de diferentes fornecedores e negociar a
compra de um grande volume de mudas para obter melhores condições.
5. Definição do Cronograma de Plantio:
Época Ideal de Plantio: Considerar as condições climáticas da região para
definir a época ideal de plantio. O plantio durante o período chuvoso, como
feito pela UFAL Campus Arapiraca, reduz a necessidade de irrigação e
aumenta as chances de sobrevivência das mudas.
Etapas de Plantio: Dividir o plantio em etapas, caso o projeto seja de grande
escala, como o da UFAL, que dividiu o plantio em 5 etapas, de 2021 a 2025. Essa
divisão facilitou o manejo e permitiu um melhor acompanhamento do
desenvolvimento das plantas.
Disponibilidade de Mão-de-Obra: Organizar a equipe responsável pelo plantio,
definindo as tarefas e o cronograma de trabalho. A UFAL utilizou a mão de obra
já disponível no campus, incluindo técnicos administrativos e funcionários
terceirizados.
Recursos Necessários: Providenciar os recursos necessários para o plantio,
como ferramentas, adubo, tutores e materiais para proteção das mudas.
RELATÓRIO TÉCNICO CONCLUSIVO
24
Orçamento
Elaborar um orçamento preciso requer um detalhamento dos custos de cada etapa,
levando em consideração as particularidades do projeto e as condições locais. Um
planejamento cuidadoso, juntamente com a pesquisa de preços e a busca por
alternativas econômicas, como a produção de mudas em viveiro próprio, pode facilitar a
viabilidade financeira do projeto. No caso do Campus Arapiraca, as mudas foram
plantadas a uma distância de 20cm uma da outra, resultando na necessidade de 5
mudas por metro linear de cercamento.
A necessidade de adubação depende diretamente da fertilidade do solo.
Recomenda-se realizar uma análise do solo para identificar a quantidade
necessária de adubo e o tipo mais adequado a ser utilizado.
O custo com mão de obra para o plantio varia conforme o tamanho da área, a
quantidade de mudas e a disponibilidade de mão de obra própria ou terceirizada.
Na experiência do Campus Arapiraca, a UFAL utilizou servidores e funcionários
terceirizados do próprio campus para realizar o plantio.
A manutenção da cerca viva inclui podas, controle de pragas e doenças, e
adubação. Esses serviços podem ser realizados por funcionários próprios ou
terceirizados, e o custo varia de acordo com a frequência e a complexidade das
atividades.
RELATÓRIO TÉCNICO CONCLUSIVO
25
ETAPA 02: IMPLANTAÇÃO
A fase de implantação envolve uma série de etapas que devem ser
cuidadosamente executadas para garantir o bom desenvolvimento das
árvores e a formação de uma barreira eficaz:
1 Preparo do solo;
2 Plantio das mudas;
3 Instalação de tutoramento;
4 Proteção das mudas;
Preparo do Solo
O preparo do solo é uma etapa essencial para garantir o desenvolvimento
saudável das mudas e a eficácia da barreira vegetal. Ele envolve a limpeza da
área, remoção de ervas daninhas e detritos, além de práticas como aração,
gradagem e correção do solo com adubação e calagem para ajustar acidez e pH.
Essas ações devem ser realizadas antes do plantio, assegurando que as mudas
tenham condições ideais para crescer e formar uma cerca viva eficiente e
sustentável.
RELATÓRIO TÉCNICO CONCLUSIVO
26
Plantio das Mudas
O plantio das mudas deve ser realizado com atenção ao tamanho das covas,
garantindo que acomodem adequadamente as raízes de cada espécie. As mudas
precisam ser posicionadas cuidadosamente, com as raízes bem distribuídas e o
solo preenchido ao redor, compactado levemente para evitar bolsas de ar. Esse
cuidado inicial é fundamental para o pegamento das mudas e o desenvolvimento
saudável da cerca viva, contribuindo para a formação de uma barreira vegetal
eficiente e sustentável.
RELATÓRIO TÉCNICO CONCLUSIVO
27
Instalação de Tutoramento
A instalação de tutoramento é recomendada especialmente para espécies
de crescimento ereto e troncos finos, pois oferece suporte às mudas,
protegendo-as contra ventos fortes e garantindo seu desenvolvimento
adequado. O processo consiste em fixar estacas de madeira ou bambu ao
lado das mudas e amarrá-las com material flexível, proporcionando
estabilidade e favorecendo o crescimento saudável das plantas.
A necessidade de tutoramento varia de acordo com a espécie plantada.
Espécies de crescimento ereto e com troncos finos, principalmente em áreas
com ventos fortes, podem se beneficiar da técnica.
RELATÓRIO TÉCNICO CONCLUSIVO
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Proteção das Mudas
A proteção das mudas é uma etapa fundamental para garantir que elas
não sejam danificadas por animais ou pessoas durante o processo de
implantação da cerca viva. Para isso, recomenda-se instalar barreiras
temporárias, como cercas, telas ou protetores individuais, especialmente em
áreas onde não há proteção prévia. Essas medidas ajudam a preservar o
desenvolvimento das mudas e asseguram a formação eficaz da barreira
vegetal.
A implementação de dispositivos de proteção torna-se imprescindível em
locais sujeitos ao trânsito de pessoas ou à ação de animais que possam
comprometer o desenvolvimento das mudas.
RELATÓRIO TÉCNICO CONCLUSIVO
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ETAPA 03: MANUTENÇÃO
A manutenção da cerca viva é uma etapa essencial para garantir sua
longevidade, saúde e eficácia como barreira de proteção. Envolve práticas
como irrigação, adubação, podas e controle de pragas e doenças, todas
adaptadas às necessidades específicas das espécies e às condições locais.
O manejo correto dessas atividades assegura o desenvolvimento vigoroso
das plantas, a formação de uma barreira densa e a prevenção de
problemas que possam comprometer a funcionalidade do cercamento
sustentável.
Irrigação
RELATÓRIO TÉCNICO CONCLUSIVO
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Adubação
A adubação é uma prática indispensável para garantir o desenvolvimento
saudável das plantas na cerca viva, devendo ser realizada periodicamente e
ajustada conforme as necessidades de cada espécie.
O uso de adubos orgânicos ou minerais deve ser orientado por uma análise
prévia do solo, que identifica os nutrientes essenciais e permite uma
formulação adequada, promovendo o crescimento vigoroso das mudas e a
formação de uma barreira vegetal eficiente.
RELATÓRIO TÉCNICO CONCLUSIVO
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Podas
As podas são fundamentais para o desenvolvimento saudável da cerca viva,
pois direcionam o crescimento das plantas, promovem a formação de uma
barreira densa e ajudam a controlar o surgimento de galhos secos ou
doentes.
A realização periódica de podas, adaptada às necessidades de cada espécie
e ao estágio de crescimento, contribui para manter a funcionalidade, a
estética e a segurança do cercamento sustentável.
RELATÓRIO TÉCNICO CONCLUSIVO
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Controle de Pragas e Doenças
O monitoramento regular permite identificar rapidamente sinais de
infestação ou doenças, possibilitando a adoção de medidas preventivas,
como defensivos naturais ou rotação de culturas, e evitando que problemas
se agravem e comprometam o desenvolvimento das mudas.
Embora o projeto da UFAL ofereça informações valiosas sobre a
manutenção de uma cerca viva, é crucial ajustar as práticas às
condições específicas da sua região e da espécie vegetal
selecionada.
Consultar um profissional da área de agronomia ou paisagismo
pode ser extremamente útil para obter orientações mais precisas
e assegurar o sucesso da cerca viva.
RELATÓRIO TÉCNICO CONCLUSIVO
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Autossustentabilidade e Expansão a
Custo Zero
A grande vantagem econômica da Cerca Viva com a espécie Sabiá (Mimosa
caesalpiniifolia) revela-se a partir do segundo ano de implantação. Neste
período, as árvores atingem a maturidade reprodutiva e iniciam a produção
de sementes viáveis.
RELATÓRIO TÉCNICO CONCLUSIVO
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ETAPA 04: MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO
A fase de monitoramento e avaliação é essencial para garantir o sucesso
a longo prazo da cerca viva. Ela permite acompanhar o desenvolvimento
das plantas, avaliar a efetividade do cerceamento e realizar ajustes no
projeto, quando necessário. Essa fase deve ser contínua, com registros
periódicos que possibilitem a análise do progresso da cerca viva e a
tomada de decisões.
RELATÓRIO TÉCNICO CONCLUSIVO
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EVIDÊNCIAS PRÁTICAS OBSERVADAS NO
CAMPUS ARAPIRACA - UFAL
Com o intuito de conferir materialidade às diretrizes técnicas
apresentadas neste PTT, este tópico reúne registros fotográficos captados
in loco durante a etapa de diagnóstico situacional no Campus Arapiraca
da UFAL. Obtidas por meio da técnica de observação não participante, as
imagens documentam a evolução real do Cercamento Perimetral
Sustentável, ilustrando desde o manejo inicial das mudas de Mimosa
caesalpiniifolia (Sabiá) até a consolidação da barreira física.
Estas evidências empíricas não apenas comprovam a viabilidade técnica
e a densidade de segurança alcançada pela solução de infraestrutura
verde, mas também servem como referência visual para gestores que
buscam replicar o modelo, demonstrando a transformação da paisagem e
a efetividade da proteção perimetral.
Evidência 01: Sementes coletadas das primeiras árvores plantadas
Evidência 02: Germinação de Sementes de Mimosa Caesalpiniifolia Benth
RELATÓRIO TÉCNICO CONCLUSIVO
Evidência 03: Mudas produzidas no viveiro do Campus Arapiraca
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RELATÓRIO TÉCNICO CONCLUSIVO
Evidência 04: Plantio das mudas
Evidência 05: Capina Regular
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RELATÓRIO TÉCNICO CONCLUSIVO
Evidência 06: Poda Regular
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RELATÓRIO TÉCNICO CONCLUSIVO
Evidência 07: Cerca viva em pleno vigor vegetativo - Trecho 1
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RELATÓRIO TÉCNICO CONCLUSIVO
Evidência 08: Cerca viva em pleno vigor vegetativo - Trecho 2
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RELATÓRIO TÉCNICO CONCLUSIVO
Evidência 09: Cerca viva em pleno vigor vegetativo - Trecho 3
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RELATÓRIO TÉCNICO CONCLUSIVO
Evidência 10: Cerca viva em pleno vigor vegetativo - Trecho 4
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RELATÓRIO TÉCNICO CONCLUSIVO
Evidência 11: Cerca viva em pleno vigor vegetativo - Trecho 5
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44
RELATÓRIO TÉCNICO CONCLUSIVO
Visando conferir maior transparência e fidedignidade à análise do objeto de
estudo, este Produto Técnico integra recursos audiovisuais que permitem a
observação empírica do projeto. Por meio do registro disponível no QR Code/link, é
possível realizar uma visita técnica virtual ao perímetro do Campus Arapiraca,
observando a densidade da vegetação, o arranjo espacial das espécies e a
integração da cerca viva com a infraestrutura local.
Acesso via QR Code
Acesso via link
Clicar aqui.
Este recurso complementa as descrições teóricas, oferecendo ao gestor público e
aos demais stakeholders, uma percepção real da escala e dos benefícios
estéticos e ambientais alcançados com a implementação sustentável objeto
deste estudo.
RELATÓRIO TÉCNICO CONCLUSIVO
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CONSIDERAÇÕES FINAIS
A implementação do Manual de Cercamento Perimetral Sustentável no
Campus Arapiraca da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) representa
um avanço significativo na busca por soluções inovadoras e sustentáveis
para a segurança e infraestrutura universitária. Este estudo não apenas
aborda a necessidade de proteção perimetral, mas também integra
princípios
de
sustentabilidade,
desenvolvimento
sustentável
e
infraestrutura verde, alinhando-se aos Objetivos de Desenvolvimento
Sustentável (ODS) da ONU.
A iniciativa demonstra como ações locais podem contribuir para a
sustentabilidade global, promovendo um ambiente mais seguro e resiliente
para a comunidade acadêmica e a população local. A utilização de
materiais ecológicos e práticas sustentáveis reflete um compromisso com
a preservação ambiental e a responsabilidade social, servindo como
modelo para outras instituições públicas ou privadas.
Este Produto Técnico Tecnológico - PTT atende não apenas às
necessidades de segurança, mas também promove uma cultura de
sustentabilidade e inovação. Espera-se que esta iniciativa inspire outras
instituições a adotarem práticas semelhantes, contribuindo para um futuro
mais sustentável e equilibrado.
RELATÓRIO TÉCNICO CONCLUSIVO
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RESPONSÁVEIS PELA PROPOSTA
DE INTERVENÇÃO E DATA
José Alves dos Santos Júnior
Graduação em Administração pela Universidade Estadual de Alagoas (UNEAL)
(2002). Mestrando em Administração Pública pela rede Profiap - Universidade
Federal de Alagoas (UFAL).
Contato: jose.junior@arapiraca.ufal.br
Prof. Dr. Andrew Beheregarai Finger
Graduação em Administração de Empresas pela Universidade Federal de Santa
Maria (1997), mestrado em Administração pela Universidade Federal de Santa
Catarina (2001) e Doutorado em Administração pela Unisinos. Atualmente é
professor do Curso de Administração da Universidade Federal de Alagoas
(UFAL), do Mestrado Profissional em Administração Pública e do Mestrado em
Gestão da Informação.
Contato: andrew.finger@feac.ufal.br
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RELATÓRIO TÉCNICO CONCLUSIVO
REFERÊNCIAS
BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília,
DF: Senado, 1988.
BRASIL.
Ministério
do
Meio
Ambiente.
O
que
http://a3p.mma.gov.br/o-que-e/. Acesso em: 01 dez. 2024.
é?
Disponível
em:
BRUNDTLAND, G. H. (1987). Nosso Futuro Comum. Comissão Mundial sobre Meio
Ambiente e Desenvolvimento.
CARVALHO, Paulo Ernani Ramalho. Sabiá-Mimosa caesalpiniifolia. 2007.
DOS SANTOS, Maria Fernanda Nóbrega; ENOKIBARA, Marta. Infraestrutura verde:
conceitos, tipologias e terminologia no Brasil. Paisagem e Ambiente, v. 32, n. 47, p.
e174804-e174804, 2021.
GOMES, Aline Ribeiro; DA SILVA FILHO, José Carlos Lázaro; LEOCÁDIO, Áurio Lúcio.
Teorias das práticas: análise da adoção de práticas socioambientais em um
programa público. Revista de Gestão Social e Ambiental, v. 14, n. 1, p. 3-17, 2020.
HOFRICHTER, Markus. Análise SWOT: quando usar e como fazer. Porto Alegre:
Simplíssimo, 2017.
ONU. Transformando Nosso Mundo: A Agenda 2030 para o Desenvolvimento
Sustentável. Nova York: Assembleia Geral das Nações Unidas, 2015.
KOTLER, Philip; KELLER, Kevin Lane. Administração de marketing. 15. ed. São Paulo:
Pearson Education do Brasil, 2018.
SOUZA NETO, Simpliciano Eustaquilino de et al. Sabiá: identificação, distribuição e
utilidades. 2013.
UNFCCC. United Nations Framework Convention on Climate Change. Global Mutirão:
Uniting humanity in a global mobilization against climate change. Draft decision
-/CMA.7. FCCC/PA/CMA/2025/L.24. Belém: Conference of the Parties serving as the
meeting of the Parties to the Paris Agreement, 2025. Disponível em:
<https://unfccc.int/process-and-meetings/the-paris-agreement/the-parisagreement>. Acesso em: 07 dez. 2025.
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RELATÓRIO TÉCNICO CONCLUSIVO
Protocolo de recebimento do
produto técnico-tecnológico
Ao
Campus Arapiraca
Universidade Federal de Alagoas - UFAL
Pelo presente, encaminhamos o produto técnico-tecnológico intitulado
Cercamento Perimetral Sustentável em Instituições Públicas: Guia
Técnico de Implementação baseado na experiência do Campus
Arapiraca – UFAL, derivado da dissertação de mestrado PRÁTICAS
SUSTENTÁVEIS NO SERVIÇO PÚBLICO: ESTUDO DE CASO EM UM CAMPUS
UNIVERSITÁRIO FEDERAL , de autoria de José Alves dos Santos Júnior .
Os documentos citados foram desenvolvidos no âmbito do Mestrado
Profissional em Administração Pública em Rede Nacional (Profiap),
instituição associada Universidade Federal de Alagoas - UFAL.
A solução técnico-tecnológica é apresentada sob a forma de um
relatório técnico e seu propósito é criar um manual de implementação
de
cercamento
perimetral
sustentável,
utilizando
os
métodos
e
aprendizados experienciados no campus da Universidade Federal de
Alagoas - UFAL em Arapiraca, oferecendo um guia prático e replicável.
Solicitamos, por gentileza, que ações voltadas à implementação desta
proposição sejam informadas à Coordenação Local do Profiap, por meio
do endereço profiap@feac.ufal.br.
Maceió, AL
de
Registro de recebimento
Direção Geral do Campus Arapiraca - UFAL
de 2026.
Discente: José Alves dos Santos Júnior
Orientador: Prof. Dr. Andrew Beheregarai Finger
Universidade Federa de Alagoas - UFAL
Maceió, Abril de 2026
