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DIRETRIZES DO PROGRAMA DE
BEM-ESTAR NO TRABALHO DA
UNEAL
DIRETRIZES DO PROGRAMA DE BEM-ESTAR NO
TRABALHO DA UNEAL
Proposta contextualizada do produto técnico/tecnológico apresentado
pelo mestrando Yuri Gabriel Rocha de Gusmão ao Mestrado Profissional
em Administração Pública em Rede Nacional da Universidade Federal de
Alagoas, sob orientação da docente Dra. Milka Alves Correia Barbosa,
como parte dos requisitos para obtenção do título de Mestre em
Administração Pública.
SUMÁRIO
Contexto de aplicação da proposta
A situação-problema: diagnóstico,
análise e linha de intervenção
01
03
Público-alvo da proposta
06
Objetivo da proposta
07
Diretrizes do Programa de BemEstar no Trabalho da UNEAL
08
Autoria da proposta
15
Referências
16
Protocolo de entrega da proposta
aos praticantes
17
Atributos qualificadores do PTT
19
Evidenciação de implementação e
impacto da proposta
20
01
CONTEXTO DE APLICAÇÃO DA PROPOSTA
O presente projeto foi elaborado para ser aplicado na Universidade
Estadual de Alagoas, a UNEAL. Após a coleta e análise dos dados da
dissertação intitulada “Bem-estar no trabalho e funcionalismo público:
um estudo com servidores da Universidade Estadual de Alagoas”, foi
constatada a necessidade de propor um programa para promover e
avaliar o bem-estar dos servidores da UNEAL no trabalho.
A UNEAL é uma instituição importante no estado de Alagoas, com
presença em 6 cidades, abrangendo as 3 macrorregiões do estado
(leste alagoano, agreste e sertão). Ela é referência na formação de
professores e mais recentemente na de profissionais de áreas como o
Direito, Ciências Contábeis e Administração. Ela disponibiliza 35 cursos
de graduação, um programa de mestrado (Dinâmicas Territoriais e
Cultura) e diversos cursos de especialização. Atualmente ela conta
com um corpo estudantil de cerca de 6 mil discentes (UNEAL, 2025).
Para o funcionamento adequado de uma instituição
pública com essas proporções e relevância, é
necessário pensar em quem faz ela funcionar: os
servidores públicos.
02
A UNEAL também administra três museus dedicados à arte e à cultura
alagoanas: o Espaço de Memória Artesã Irinéia Rosa Nunes da Silva, o Espaço
de Memória Indígena Alagoana Geová José Honório da Silva e o Espaço de
Memória Artesão Fernando Rodrigues dos Santos. Além disso, há a Editora da
Universidade Estadual de Alagoas (EdUneal), que é responsável pelo
lançamento de obras produzidas pela comunidade acadêmica e por
pesquisadores convidados (UNEAL, 2022).
Para o funcionamento adequado de uma instituição pública com essas
proporções e relevância, é necessário pensar em quem faz ela funcionar: os
servidores públicos. A UNEAL conta com 340 servidores efetivos espalhados
pelos 6 campi. Garantir um ambiente de trabalho que forneça bem-estar na
universidade é uma medida básica para fazer com que UNEAL se fortaleça e
forneça os melhores serviços à população.
Quando observados os objetivos de desenvolvimento sustentável da ONU,
este projeto se enquadra em dois deles, quais sejam: saúde e bem-estar; e
trabalho decente e crescimento econômico. Ambos se correlacionam e
podem se amparar no alcance do objetivo principal deste projeto, que é o
bem-estar no trabalho.
03
A SITUAÇÃO-PROBLEMA:
DIAGNÓSTICO, ANÁLISE E
LINHA DE INTERVENÇÃO
A constatação da necessidade deste projeto aconteceu a partir da
análise dos resultados da pesquisa “Bem-estar no trabalho e
funcionalismo público: um estudo com servidores da Universidade
Estadual de Alagoas”. Essa pesquisa fez um levantamento dos
programas relacionados ao bem-estar no trabalho que já foram ou são
promovidos pela UNEAL para entender como a universidade lida com
esse tema junto aos seus servidores. Além disso, aplicou um
instrumento de mensuração de bem-estar no trabalho com 144
servidores da instituição e fez 8 entrevistas semiestruturadas entre
dezembro de 2025 e março de 2026. O objetivo era analisar o bemestar desses servidores no trabalho.
04
Os diagnósticos da pesquisa foram os seguintes: não existem
programas de bem-estar no trabalho na UNEAL. Existem programas e
ações que visam trabalhar a saúde mental ou o bem-estar geral dos
servidores, mas nenhum com foco no bem-estar relacionado
especificamente ao trabalho. A Pró-Reitoria de Desenvolvimento
Humano (PRODHU) e o Núcleo de Atenção Psicossocial (NAPS) são os
dois órgãos responsáveis por esse tema na UNEAL e que podem
contribuir para esse projeto.
Outro diagnóstico alcançado foi que os níveis mensurados de bemestar no trabalho apresentaram resultados medianos, mas com pontos
a serem aperfeiçoados e mais bem avaliados, como o nível de
envolvimento com o trabalho. O conceito usado nessa mensuração foi o
de Bem-Estar no Trabalho (BET) de Siqueira e Padovam (2008) e o
instrumento usado foi o Inventário de Bem-Estar no Trabalho (IBET-13)
de Siqueira, Orengo e Peiró (2014).
A continuação desse diagnóstico se deu com a análise qualitativa das 8
entrevistas semiestruturadas a partir do conceito de BET e da
metodologia da Análise de Conteúdo de Bardin (2016). O que foi
constatado é que, apesar do BET ser equilibrado em alguns pontos
como na remuneração, estabilidade profissional, relação com colegas e
chefia e valorização do trabalho, outros pontos se destacaram
negativamente, como as articulações políticas para mobilidade de
cargos, o excesso de trabalho, a dificuldade de manejar as demandas
no horário do trabalho e ausência de um espaço de escuta mais direta
voltado aos servidores.
05
Por isso, nasceu a ideia de uma intervenção por meio deste projeto que
possa preencher essa lacuna de um programa de bem-estar no
trabalho na UNEAL e que possa também investigar e agir para
solucionar as deficiências no BET identificadas na pesquisa.
Para Guerra e Nalini (2024) e Falcão (2024), um programa de BET deve
seguir três orientações: usar instrumentos de mensuração do BET para
avaliar a realidade do bem-estar dos trabalhadores na organização e
utilizar os dados coletados para moldar as ações de intervenção;
abordar temas que são relacionados especificamente ao trabalho nas
ações de intervenção, baseado nos três fatores do BET; e analisar e
mensurar as consequências das ações de intervenção junto aos
servidores, gerando documentos como relatórios e artigos que ajudarão
na formulação de novas ações.
Baseado no conceito de BET e moldado a partir das demandas
apresentadas pela pesquisa “Bem-estar no trabalho e funcionalismo
público: um estudo com servidores da Universidade Estadual de
Alagoas”, este projeto propõe um novo programa de BET, adequado à
realidade da UNEAL e orientado para solucionar as problemáticas
apresentadas.
06
PÚBLICO-ALVO DA PROPOSTA
O público-alvo deste projeto são os servidores públicos efetivos da
UNEAL, que ocupam os cargos de:
Professor (auxiliar, assistente, adjunto e titular);
Auxiliar administrativo;
Analista administrativo;
Técnico em secretariado;
Técnico em assuntos educacionais;
Gestor em planejamento de educação.
Pode-se separar também em duas grandes categorias: professores e
técnico-administrativos.
As atividades do programa serão aplicadas por analistas administrativos
vinculados à Pró-Reitoria de Desenvolvimento Humano (PRODHU) e ao
Núcleo de Atenção Psicossocial (NAPS) que receberão treinamento para
isso.
07
OBJETIVO DA PROPOSTA
Implementar um programa permanente de bemestar no trabalho na UNEAL para melhorar os níveis de
satisfação no trabalho, envolvimento com o trabalho
e comprometimento organizacional afetivo.
08
DIRETRIZES DO PROGRAMA DE BEM-ESTAR NO
TRABALHO DA UNEAL
O Programa de Bem-Estar no Trabalho da UNEAL é constituído por
três funções principais: avaliação, intervenção e manutenção.
Avaliação
A avaliação é o processo de mensuração do bem-estar dos
servidores no trabalho. Sugere-se que seja realizada com frequência
trimestral e todos os servidores devem receber o IBET-13 ou outro
instrumento que use o conceito de BET como referência. A aplicação
do inventário pode ser feita presencialmente ou on-line por meio de
um formulário virtual. Um mínimo de 20% do total de servidores da
UNEAL deve responder os questionários para a avaliação ser
considerada válida. Os resultados devem ser avaliados e um relatório
produzido pelos responsáveis pela aplicação.
Mensuração do BET
por meio de
instrumentos como
IBET-13;
Aplicação presencial
ou on-line;
Frequência trimestral;
Mínimo de
participação de 20%
dos servidores;
Produção de relatório.
09
Intervenção
Após o relatório ser produzido, a fase de intervenção deve ser
colocada em prática. A partir dos resultados do IBET-13, serão
identificados os níveis de cada fator de BET e ações podem ser
pensadas para solucionar os possíveis problemas identificados ou
para manter os bons níveis. Algumas sugestões de intervenções para
cada fator de BET estão apresentadas aqui:
Atividades
Satisfação no
trabalho
Envolvimento
com o trabalho
Comprometimento
organizacional
afetivo
Atividades de lazer, ergonomia,
competições de jogos e esportes;
Palestras sobre saúde ocupacional,
mental e geral;
Rodas de conversa sobre as
experiências no trabalho dos
servidores;
Grupo de discussão de propostas
para melhorias de benefícios
financeiros e elevação de cargos.
Rodas de conversa sobre o
impacto do trabalho no dia a dia;
Palestras sobre motivação no
trabalho;
Eventos de valorização e
premiação dos servidores pelos
trabalhos desempenhados e pela
contribuição à sociedade;
Postagens nas redes sociais que
destacam o trabalho dos
servidores;
Atividades de lazer que incluam
os familiares e amigos dos
servidores, como competições de
jogos e festas.
Espaço aberto para diálogo dos
servidores com as instâncias de
direção, coordenação e reitoria;
Responsabilização explícita da
universidade em cumprir metas de
melhorias para os servidores;
Divulgação e fortalecimento de
projetos relacionados ao bemestar dos servidores no trabalho.
Objetivos
Promover a saúde física e mental dos
servidores e criar um ambiente de interação
saudável entre os colegas.
Orientar os servidores a como realizar ações
individuais para manter a saúde e a satisfação
no trabalho por meio de profissionais
especializados no tema.
Estreitar vínculos entre os colegas de trabalho,
fortalecendo sentimentos como empatia e
identificação.
Disponibilizar espaço de garantia de direitos
sobre remuneração e sobre mobilidade de
cargos e funções.
Unir os servidores em prol do envolvimento
com o trabalho a partir do compartilhamento
de experiências.
Contribuir no processo de descoberta das
motivações dos servidores com conhecimento
técnico e ferramentas especializadas.
Estimular o envolvimento e o engajamento dos
servidores com as demandas do trabalho com
reforço positivo.
Demonstrar os benefícios sociais do
envolvimento com o trabalho, evidenciando a
importância do trabalho dos servidores para a
comunidade acadêmica e a sociedade.
Envolver a vida pessoal dos servidores com o
trabalho de maneira positiva, promovendo a
integração deles com a vida fora do trabalho.
Integrar os servidores com a gestão,
desenvolvendo sentimentos de segurança
com a UNEAL.
Gerar confiança dos servidores com os
compromissos estabelecidos pela UNEAL.
Disponibilizar ferramentas e programas
acessíveis para os servidores garantirem bemestar no trabalho.
10
Manutenção
A fase de manutenção deve ser colocada em prática com os objetivos
de acompanhar os efeitos das ações de intervenção e de estabelecer
um espaço de escuta contínuo com os servidores. O quadro abaixo
mostra os indicadores que podem ser usados para avaliação de cada
fator do BET:
Indicadores
Satisfação no
trabalho
Envolvimento
com o trabalho
Comprometimento
organizacional
afetivo
Meios de verificação
Escore de BET
Aplicação do IBET-13.
Adoecimento no trabalho
Rodas de conversa sobre saúde e número de
pedidos de licença ou falta justificada por
patologias associadas ao trabalho.
Clima organizacional
Pesquisa de clima organizacional por
meio de entrevista semiestruturada.
Satisfação com
remuneração e
mobilidade de funções
Pesquisa de satisfação com
remuneração e mobilidade de funções
por meio de entrevista semiestruturada.
Escore de BET
Aplicação do IBET-13.
Engajamento
Análise de resolução e acúmulo de
demandas dos servidores por meio de
entrevista semiestruturada.
Tempo no trabalho
Mensuração do tempo que os servidores
dedicam ao trabalho por meio da
entrevista semiestruturada.
Absenteísmo
Número de faltas dos servidores no
trabalho.
Presenteísmo
Pesquisa de motivação por meio de
entrevista semiestruturada.
Escore de BET
Aplicação do IBET-13.
Satisfação com ações e serviços
de bem-estar no trabalho da
UNEAL
Pesquisa de satisfação com as ações do
programa de Bem-Estar no Trabalho da
UNEAL por meio de entrevista
semiestruturada.
Participação em ações e serviços
de bem-estar no Trabalho da
UNEAL
Número de presenças registradas nas
ações do programa de Bem-Estar no
Trabalho da UNEAL.
Produção de feedbacks e críticas
Número de servidores que procuraram o
gabinete da Reitoria para registrar
críticas e feedbacks sobre as ações do
programa.
11
Serão
realizadas
rodas
de
conversa
e/ou
entrevistas
semiestruturadas para avaliar qualitativamente as consequências
das intervenções na percepção dos servidores sobre o bem-estar
deles no trabalho. O número de participantes não precisa ser muito
grande (entre 10 e 20 é um bom número) e é necessário que haja
diversidade de servidores que ocupam cargos diferentes e que
trabalhem em campi diferentes. A seguir, é apresentada um modelo
de roteiro de entrevista semiestruturada que abarca os indicadores
sugeridos:
1 - O que você achou da intervenção realizada?
2 - Você acredita que essa intervenção
melhorou seu bem-estar no trabalho?
3 - Você tem alguma sugestão de mudança
que gostaria de ver implementada no seu
trabalho para garantir bem-estar?
4 - Você tem alguma sugestão de atividade a
ser promovida pela UNEAL que poderia
aumentar seu bem-estar no trabalho?
5 – Você sente que o trabalho afeta sua saúde
física e emocional? Se sim, como?
6 - Como está sua relação com seus colegas?
7 – Como está sua relação com a chefia?
8 – Você está satisfeito com sua remuneração
e com os benefícios (se existirem)?
9 – Você está satisfeito com as oportunidades
de ocupar novas funções e cargos?
10 – Você tem conseguido concluir as
demandas de trabalho sem acumulá-las?
11 – Quanto tempo você tem dedicado ao
trabalho diariamente?
12 - Você se sente motivado a cumprir a
demandas do trabalho?
12
Para realizar a manutenção, também será necessário viabilizar um
espaço contínuo de escuta e acolhimento dos servidores com foco no
bem-estar no trabalho. Os profissionais do NAPS poderão ser
capacitados e ficar responsáveis por esse acolhimento que poderá
ser feito com marcação de horário e data. A sede física do espaço de
manutenção pode ser o NAPS.
Atores envolvidos
Para que este programa se concretize, será necessária a união de três
setores da UNEAL: a PRODHU, o NAPS e o Gabinete da Reitoria (com o
serviço da Ouvidoria). O quadro a seguir mostra as funções que cada
setor poderá ter no programa:
Pró-Reitoria de
Desenvolvimento
Humano (PRODHU)
Organização das avaliações trimestrais dos
servidores, sendo responsável pelas condições para
a aplicação do instrumento de mensuração,
armazenamento dos dados e produção dos
relatórios;
Financiamento do programa, negociando com a
Reitoria a cobertura de gastos operacionais
(deslocamento dos servidores, compra de materiais
para a avaliação e para as intervenções e demais
custos);
Garantir a divulgação e a aplicação das avaliações e
das intervenções em todos os campi,
democratizando o acesso ao programa para todos
os servidores da UNEAL.
Núcleo de Atenção
Psicossocial
(NAPS)
Disponibilização do espaço físico dos NAPS’s
para o programa realizar atividades de
avaliação, intervenção e manutenção,
tornando-se a sede física do programa;
Encaminhamento dos profissionais de saúde
/serviço social do órgão para receber
treinamento e atuar como agentes nas
atividades do programa;
Criação, desenvolvimento e aplicação das
intervenções propostas.
Gabinete da
Reitoria
(Ouvidoria)
Recebimento e processamento dos
feedbacks dos servidores sobre o
programa e as intervenções,
elaborando relatórios sobre críticas
endereçadas às atividades.
13
Treinamento dos atores
envolvidos e possíveis desafios
Estará disponível um treinamento promovido gratuitamente pelos
formuladores deste programa e que envolve a formação teórica e prática
dos profissionais do NAPS (psicólogos, assistentes sociais e demais
servidores do órgão) que serão responsáveis pela execução do programa. O
treinamento acontecerá ao longo de 5 dias, com carga horária de 4 horas
por dia, totalizando 20 horas de curso.
Os dois primeiros dias serão dedicados ao estudo e exposição do conceito
de BET e seus fatores, utilizando a bibliografia fundamental e mais recente,
com aula expositiva, rodas de debate, leitura de textos e artigos e por fim, no
terceiro dia, um seminário apresentado pelos participantes sobre BET e
como eles enxergam o conceito na rotina de trabalho na UNEAL. Nos dois
últimos dias serão realizados um workshop de aplicação do IBET-13,
explicando o instrumento e detalhando o uso e a interpretação dos dados
dele, e uma formação de acolhimento e escuta ativa, para que os
profissionais se sintam preparados para lidar com as demandas que
possam aparecer sobre o tema.
Alguns desafios podem ser encontrados na execução do programa. Entre
eles, a possível baixa participação dos servidores, pois provavelmente
haverá uma resistência no início da aplicação do programa, fenômeno
verificado em outras experiências de aplicação de programas de BET
(Falcão, 2024; Guerra; Nalini, 2024). Como será uma experiência nova e que
exige disponibilidade de tempo e de energia, os servidores podem não se
interessar por esse serviço, como observado com outros serviços
disponibilizados pela UNEAL e que não são utilizados.
Outro possível desafio será a permissão para destinar recursos da
universidade para este programa. Como se trata de verba pública, há um
protocolo a ser seguido, por mais que o programa utilize tecnologias leves e
que não apresente um custo alto. O tempo para a autorização do programa
pode ser demorado e pode exigir algumas limitações que alterarão as
diretrizes originais aqui apresentadas.
Os autores deste projeto estarão disponíveis para contribuir no
enfrentamento desses desafios, sugerindo adaptações e orientando sobre
novos possíveis caminhos para solucionar os problemas encontrados.
A fase inicial de implementação do programa será acompanhada em todas
as suas etapas pelos autores da proposta. Considerando que as diretrizes
possam ser plenamente realizadas e que haja engajamento dos servidores,
o cronograma de implementação da proposta ficaria assim:
14
Cronograma
Etapas
Apresentação das diretrizes do
programa para o PRODHU
Treinamento dos servidores do NAPS
para a execução do programa
Primeira avaliação dos servidores
(aplicação do IBET-13)
Produção do relatório da primeira
avaliação
Análise e debate sobre os resultados
da primeira avaliação
Formulação das primeiras intervenções
Aplicação das primeiras intervenções
Análise qualitativa dos efeitos das
intervenções (rodas de conversa,
entrevistas semiestruturadas e
feedbacks)
Produção de relatório sobre os efeitos
da primeiras intervenções
Apresentação dos resultados ao
PRODHU
Jun
Jul
Ago
Set
Out
Nov
Dez
15
AUTORIA DA PROPOSTA
Yuri Gabriel Rocha de Gusmão
Discente do Programa de Mestrado Profissional em Administração Pública em
Rede Nacional (PROFIAP)
Instituição: Universidade Federal de Alagoas (UFAL)
E-mail: yuri.gusmao@feac.ufal.br
Milka Alves Correia Barbosa
Professora Doutora do Programa de Mestrado Profissional em Administração
Pública em Rede Nacional (PROFIAP)
Instituição: Universidade Federal de Alagoas (UFAL)
E-mail: milka.correia@feac.ufal.br
16
REFERÊNCIAS
BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. São Paulo: Edições 70, 2016.
FALCÃO, Silvana Fernandes. A percepção dos docentes do Instituto
Federal de Brasília – Campus Brasília sobre bem-estar no trabalho.
Revista Eixo, Brasília-DF, v. 13, n. 2. 2024.
GUERRA, Kelly Rubena Falcão Silva Tonhá; NALINI, Lauro Eugênio
Guimarães. Bem-estar no trabalho: revisão sistemática da literatura
nacional publicada nos últimos 10 anos. Fragmentos de Cultura, Goiânia,
v. 34, n. 5, p. 227-240, 2024.
SIQUEIRA, Mirlene Maria Matias; ORENGO, Virginia; PEIRÓ, José M. Bemestar no trabalho. In: SIQUEIRA, Mirlene Maria Matias (org.). Novas
medidas do comportamento organizacional: ferramentas de diagnóstico
e de gestão. Porto Alegre: Artmed, 2014.
SIQUEIRA, Mirlene Maria Matias; PADOVAM, Valquiria Aparecida Rossi.
Bases teóricas de bem-estar subjetivo, bem-estar psicológico e bemestar no trabalho. Psicologia: Teoria e Pesquisa, v. 24, n. 2, p. 201-209,
2008.
UNEAL. PRODHU. 2019. Disponível em: <https://uneal.edu.br/proreitorias/prodhu>. Acesso em: 01 de março de 2026.
UNEAL. Confira a programação do Dia do Trabalhador nos campi da
UNEAL. 2024. Disponível em: <https://www.uneal.edu.br/noticia/1511confira-a-programacao-do-dia-do-trabalhador-nos-campi-dauneal>. Acesso em: 01 de março de 2026.
UNEAL. PRODHU da UNEAL implanta projeto que incentiva caminhadas
ao ar livre. 2025. Disponível em: <https://www.uneal.edu.br/noticia/1832prodhu-da-uneal-implanta-projeto-que-incentiva-caminhadas-ao-arlivre>. Acesso em: 01 de março de 2026.
17
PROTOCOLO DE ENTREGA DA PROPOSTA AOS
PRATICANTES
À Pró-Reitoria de Desenvolvimento Humano (PRODHU)
Universidade Estadual de Alagoas (UNEAL)
Pelo presente, encaminhamos o produto técnico-tecnológico intitulado “Diretrizes do
Programa de Bem-Estar no Trabalho da UNEAL”, derivado da dissertação de mestrado “Bemestar no trabalho e funcionalismo público: um estudo com servidores da Universidade Estadual
de Alagoas”, de autoria de Yuri Gabriel Rocha de Gusmão.
Os documentos citados foram desenvolvidos no âmbito do Mestrado Profissional em
Administração Pública em Rede Nacional (Profiap) da Universidade Federal de Alagoas (UFAL).
A solução técnico-tecnológica é apresentada sob a forma de uma tecnologia social e seu
propósito é oferecer um instrumento para investigar e desenvolver ações voltadas ao bemestar dos servidores da UNEAL no trabalho.
Solicitamos, por gentileza, que ações voltadas à implementação desta proposição sejam
informadas à Coordenação Local do Profiap, por meio do endereço profiap@feac.ufal.br.
Maceió, AL
de
Registro de recebimento
Assinatura, nome e cargo (detalhado) do recebedor
de 20
Discente: Yuri Gabriel Rocha de Gusmão
Orientador: Milka Alves Correira Barbosa
Universidade Federal de Alagoas (UFAL)
Data de finalização do documento (xx/xx/xxxx)
19
ATRIBUTOS QUALIFICADORES DO PTT
Impacto
Este programa foi criado a partir de uma demanda espontânea observada na própria instituição
e é esperado que seu maior impacto seja no engajamento que os servidores da UNEAL possuem
com o trabalho. Ele se propõe a solucionar os pontos problemáticos identificado pela pesquisa
“Bem-estar no trabalho e funcionalismo público: um estudo com servidores da Universidade
Estadual de Alagoas”, sendo moldado para ser um programa exclusivamente voltado ao bemestar no trabalho dos servidores. Este programa pretende potencializar o bem-estar dos
servidores no trabalho e, por consequência, gerar melhora dos serviços produzidos por eles, já
que um ambiente de trabalho saudável possibilita que o trabalho seja realizado de forma efetiva.
Aplicabilidade
Já a aplicabilidade deste programa se demonstra complexa, mas não inviável. São 340 servidores
espalhados em 6 cidades diferentes e isso exige recursos materiais e humanos para cumprir com
todas as etapas, que mobilizarão 3 instâncias da universidade e os servidores que trabalham
nelas. Apesar dessa abrangência trazer certas dificuldades logísticas, os orientações para lidar
com ela estão bem descritas nas diretrizes. O programa utiliza tecnologias leves, como
entrevistas, rodas de conversa e aplicação de questionários, o que não envolve um custo
financeiro elevado. A UNEAL já desenvolve ações com outras temáticas que conseguem abranger
todos os servidores, provando que é viável implentar um programa com essa abrangência. Além
disso, é possível inferir que as diretrizes deste programa podem ser replicadas em outras
universidades públicas que possuam estruturas e divisão de instâncias similares.
Inovação
Este é um programa de médio teor inovativo, pois ele utiliza uma combinação de conhecimentos
pré-estabelecidos com os conhecimentos inéditos obtidos pela pesquisa que o baseou. Já há um
histórico bem definido de outros programas que usam o conceito de Bem-Estar no Trabalho para
basear suas intervenções e avaliações, mas este foi criado a partir da realidade da UNEAL,
considerando diversas características da instituição, como: limitações, estrutura hierárquica e
organizacional, dados sociodemográficos e dados obtidos pela dissertação que inspirou este
programa.
Complexidade
Com relação à complexidade, pode-se afirmar que esta é uma produção de média
complexidade, pois envolve uma diversidade de atores de diferentes instâncias da universidade e
diferentes funções, mas que estarão lidando com conhecimentos técnicos pré-estabelecidos e
com técnicas bem definidas.
20
EVIDENCIAÇÃO DE IMPLEMENTAÇÃO E
IMPACTO DA PROPOSTA
Os impactos esperados deste programa podem ser representados pelos seguintes tópicos:
1 - Aumento dos níveis dos fatores de Bem-Estar no Trabalho
É esperado que os valores obtidos nas avaliações de satisfação no trabalho, envolvimento
com o trabalho e comprometimento organizacional afetivo por meio do IBET-13 aumentem
progressivamente e alcancem um escore alto, o que representará uma melhora do bem-estar
dos servidores no trabalho.
2 - Diminuição do adoecimento relacionado ao trabalho
Também é esperado que o número de pedidos de licença ou faltas justificadas por transtornos
relacionados ao trabalho diminuam, pois o objetivo é fazer com que o trabalho se torne um
local de acolhimento e bem-estar.
3 - Diminuição do absenteísmo
Outra expectativa é que o número de faltas ou afastamento dos servidores no trabalho
diminua e o engajamento com as demandas e atividades da universidade aumente.
4 - Aumento de participação em atividades de bem-estar
Espera-se também que haja um aumento na frequência de presenças dos servidores em
atividades promovidas pela universidade para abordar o bem-estar no trabalho, mostrando
que a divulgação e a acessibilidade das atividades do programa estão apresentando efeito
na forma com que os servidores se relacionam com a universidade.
Ao longo da implementação do programa, esta seção será atualizada.
