JOSÉ CÍCERO CORREIA DOS SANTOS FILHO.pdf
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Documento PDF (9.5MB)
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MANUAL DE DIRETRIZES PARA CAPTAÇÃO,
GOVERNANÇA E APLICAÇÃO DE RECURSOS
EXTERNOS NA UFAL
MACEIÓ-AL, 2026
Manual de Diretrizes para Captação, Governança e Aplicação de Recursos
Externos na UFAL
Relatório técnico apresentado pelo mestrando José Cícero Correia dos
Santos Filho ao Mestrado Profissional em Administração Pública em
Rede Nacional (PROFIAP), sob orientação do Prof. Dr. Rodrigo
Gameiro Guimarães, como parte dos requisitos para obtenção do
título de Mestre em Administração Pública.
SUMÁRIO
Contexto de aplicação da proposta
05
Público-alvo da proposta
06
Situação problema
07
Objetivo da proposta
08
PTT - Proposta de Intervenção
09
Autoria da Proposta
15
Responsáveis pela proposta de
intervenção e data
15
Referências
16
Protocolo de Entrega da Proposta aos
19
Praticantes
05
RELATÓRIO TÉCNICO CONCLUSIVO
CONTEXTO DE APLICAÇÃO DA PROPOSTA
Entre 2020 e 2025, as Instituições Federais de
Ensino Superior (IFES) brasileiras enfrentaram forte
contração de seus orçamentos discricionários, o
que tornou a captação de recursos externos uma
condição de sustentabilidade operacional, e não
mais uma alternativa de diversificação financeira
(ANDES-SN, 2025). Em paralelo, o Tribunal de
Contas da União (TCU, 2023) identificou, em
auditoria nas IFES, que a maioria dessas
instituições
carece
de
políticas
internas
sistematizadas para a captação, a governança e a
prestação de contas de recursos externos.
Na UFAL, a pesquisa de campo que fundamenta
esta proposta identificou três lacunas
convergentes: ausência de normativa interna
consolidada sobre captação de recursos;
fragmentação dos processos de aprovação entre
pró-reitorias; e inexistência de um portfólio
institucional sistematizado de oportunidades.
Gestores entrevistados relataram que a captação
ocorre hoje de forma reativa e individualizada,
sem coordenação estratégica.
Três eixos do diagnóstico:
• Contextual - contração orçamentária das IFES (2020–2025).
• Institucional - ausência nacional de políticas sistematizadas de captação (TCU, 2023).
• Específico da UFAL - normativa fragmentada, sem portfólio centralizado e sem
coordenação estratégica.
A proposta não pretende substituir normas legais vigentes nem deliberações dos órgãos colegiados da
UFAL. Seu propósito é oferecer diretrizes, fluxos, checklists, modelos e indicadores que orientem a
construção de uma política institucional integrada, fundamentada na autonomia universitária, na
publicidade, na eficiência e na transparência da gestão pública.
06
RELATÓRIO TÉCNICO CONCLUSIVO
PÚBLICO-ALVO DA PROPOSTA
A proposta destina-se aos praticantes-líderes com competência e autonomia para implementar as
diretrizes recomendadas, conforme detalhado a seguir.
👥
PARA QUEM É
• Pró-reitores
• Coordenadores de projeto
• Gestores da FUNDEPES
• Servidores envolvidos na
captação e gestão de
recursos externos da UFAL
📋
⚙
O QUE ENCONTRAM
• Princípios institucionais
• Fluxo de governança
• Matriz de responsabilidades
• Checklists operacionais
• Indicadores com fórmula
• Modelos de documentos
prontos para uso
COMO UTILIZAR
1. Localizar a etapa no fluxo
2. Identificar a etapa atual
3. Aplicar o checklist
4. Documentar a etapa
5. Registrar a etapa no portfólio
6. Informar o andamento
da etapa à PROGINST
MANUAL DE DIRETRIZES PARA CAPTAÇÃO, GOVERNANÇA E APLICAÇÃO DE RECURSOS EXTERNOS
Universidade Federal de Alagoas — PROFIAP/UFAL — 2026
RELATÓRIO TÉCNICO CONCLUSIVO
SITUAÇÃO-PROBLEMA E OBJETIVOS
Diagnóstico
A UFAL carece de um instrumento normativo unificado que oriente a captação, governança e
prestação de contas de recursos externos. A ausência de diretrizes claras gera retrabalho, insegurança
jurídica e perda de oportunidades de financiamento.
Problemas Identificados
• Fragmentação dos processos de aprovação entre diferentes pró-reitorias, sem fluxo único
documentado.
• Ausência de portfólio institucional sistematizado de oportunidades de captação.
• Percepção recorrente, nas entrevistas, de captação reativa e individualizada, sem coordenação
estratégica.
• Ausência de critérios formalizados para distribuição interna dos recursos captados (overhead).
• Baixa adesão ao Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI 2025–2032) como referência
para seleção de projetos.
• Insuficiência dos mecanismos internos de monitoramento e de prestação de contas.
Análise e Linha de Intervenção
A intervenção proposta consiste na elaboração de um Manual de Diretrizes que consolide normas,
fluxos e instrumentos operacionais em documento único, institucionalizado pela gestão superior,
com vigência alinhada ao PDI 2025–2032 e passível de atualização periódica.
Objetivo Geral
Proporcionar diretrizes institucionais para a captação, a governança e a aplicação de recursos
externos na UFAL, fortalecendo a capacidade financeira da instituição, preservando sua autonomia
acadêmica e assegurando transparência e controle adequado dos recursos geridos.
Objetivos Específicos
• Definir princípios orientadores para a captação de recursos externos, ancorados nos achados da pesquisa.
• Estabelecer tipologia das fontes e instrumentos de captação disponíveis à UFAL.
• Propor fluxo institucional para aprovação, execução e prestação de contas de projetos e convênios.
• Definir responsabilidades dos atores envolvidos nos processos de captação e gestão.
• Apresentar indicadores de acompanhamento com fórmula, meta e responsável.
• Prover checklists e modelos de documentos para uso imediato pelos servidores.
• Apresentar plano de implementação com etapas, responsáveis e prazos.
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Universidade Federal de Alagoas — PROFIAP/UFAL — 2026
07
08
RELATÓRIO TÉCNICO CONCLUSIVO
DESCRIÇÃO COMPLETA DA PROPOSTA DE INTERVENÇÃO
Fundamentação
A proposta apoia-se em três pilares complementares.
Pilar Normativo
Reúne os dispositivos legais que articulam autonomia universitária, cooperação institucional
e controle público, abrangendo o art. 207 da Constituição Federal de 1988 (autonomia
universitária), as Leis n.º 8.958/1994 e 12.863/2013 (fundações de apoio), a Lei n.º
13.243/2016 e o Decreto n.º 9.283/2018 (Marco Legal da CT&I), o Decreto n.º 11.531/2023
(convênios/Transferegov), a Lei n.º 14.133/2021 (contratações públicas) e a
Lei n.º 12.527/2011 (transparência).
Pilar Teórico
Apoia-se na literatura de gestão estratégica em organizações públicas (Bryson, 1988;
Pettigrew, 1987) e em evidência específica sobre IFES brasileiras (Jaeger e Imasato, 2024),
segundo a qual a efetividade da captação está associada a estruturas administrativas
especializadas, políticas claras e governança que preserve o alinhamento entre recursos
captados e prioridades acadêmicas.
Pilar Empírico
Deriva do diagnóstico de campo na própria UFAL: ausência de portfólio centralizado,
inexistência de critérios formais de distribuição interna, dificuldades de articulação entre
UFAL e FUNDEPES na execução das ações, baixa adesão ao Plano de Desenvolvimento
Institucional (PDI) e insuficiência do monitoramento.
Uso de Inteligência Artificial (IA)
Ferramentas de inteligência artificial generativa foram utilizadas como apoio à redação, ao
aperfeiçoamento textual e à organização do conteúdo deste Manual, bem como na
proposição de melhorias de apresentação e de estrutura das intervenções. As análises,
decisões metodológicas, elaboração da proposta, validação das informações e versão final
do produto são de inteira responsabilidade do autor.
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Universidade Federal de Alagoas — PROFIAP/UFAL — 2026
09
RELATÓRIO TÉCNICO CONCLUSIVO
Inovação
Dimensão
Síntese
Lacuna que resolve
Inexistência de normativa interna consolidada que discipline, de forma integrada, o ciclo
de captação, governança e prestação de contas de recursos externos.
Instrumento construído a partir de achados de pesquisa científica realizada na própria
UFAL. Cada diretriz é justificada por evidência documental, entrevista e fundamentação
teórica.
Diferencial
Redução dos riscos de controle apontados pelo TCU; maior efetividade da captação;
maior equidade distributiva; fortalecimento UFAL-FUNDEPES; melhoria da transparência
e da governança.
Benefícios
esperados
Princípios Orientadores
Princípio
Diretriz
I. Autonomia
Institucional
Preservar a independência da UFAL para definir prioridades acadêmicas, evitando
que fontes externas condicionem a agenda científica.
II. Alinhamento
Estratégico
Projetos e convênios devem estar alinhados ao PDI 2025 - 2032 e aos planos de ação
das unidades.
III. Transparência e
Publicidade
Captação, execução e prestação de contas devem ser públicas, em conformidade
com a Lei n.º 12.527/2011.
IV. Eficiência e
Efetividade
Priorizar os melhores resultados possíveis com os recursos disponíveis, evitando
sobreposições e desperdícios.
V. Equidade Interna
A distribuição de recursos captados deve seguir critérios claros e publicamente
conhecidos.
VI. Responsabilidade
e Prestação de
Contas
Gestores devem prestar contas de forma tempestiva, precisa e completa aos órgãos
de controle.
Tipologia das Fontes de Captação
Tipo de fonte
Instrumentos
Base normativa
Características
Agências nacionais
(CNPq, CAPES,
FINEP, BNDES)
Editais e chamadas
públicas
Leis n.º 1.310/1951;
8.405/1992
Alta competitividade; exigem capacidade técnica
Agências estaduais
(FAPEAL)
Editais estaduais
Leis estaduais específicas Menor competitividade; maior aderência regional
Organismos
internacionais
Programas e
cooperações
Acordos internacionais
Alta complexidade; recursos em moeda
estrangeira
Emendas
parlamentares
Emendas individuais,
de bancada e de
comissão
CF, art. 166
Dependência política; complemento ao
orçamento
Contratos com
empresas privadas
P&D, transferência de
tecnologia
Lei n.º 13.243/2016;
Dec. 9.283/2018
Risco de condicionamento de agenda
Doações e legados
Doações de pessoas
físicas e jurídicas
Legislação civil
Baixa previsibilidade; potencial filantrópico
◆◆◆
10
RELATÓRIO TÉCNICO CONCLUSIVO
Fluxo de Funcionamento
A UFAL não dispõe, atualmente, de um processo formal e documentado para captação de recursos, com cada
unidade administrativa operando de forma independente. Propõe-se um fluxo institucional padronizado composto
por nove etapas sequenciais, desde a identificação de oportunidades até o encerramento e avaliação do projeto.
Fluxo Institucional de Captação e Gestão de Recursos Externos
E1
Identificação de oportunidades
E2
Aderência ao PDI
E3
Análise técnica e jurídica
E4
Aprovação institucional
E5
Elaboração e submissão
E6
Execução física e financeira
E7
Monitoramento e controle
E8
Prestação de contas
E9
Encerramento e avaliação
Legenda das Etapas
Etapa
Descrição
Responsável principal
E1
Identificação de oportunidades
Coordenadores / PROPEP / PROEXC
E2
Aderência ao PDI
PROGINST
E3
Análise técnica e jurídica
Procuradoria Federal / PROGINST
E4
Aprovação institucional
CONSUNI / Reitoria
E5
Elaboração e submissão
Coordenadores / FUNDEPES
E6
Execução física e financeira
Coordenadores / FUNDEPES
E7
Monitoramento e controle
PROGINST / AG
E8
Prestação de contas
Coordenadores / FUNDEPES
E9
Encerramento e avaliação
PROGINST / AG
10
RELATÓRIO TÉCNICO CONCLUSIVO
Detalhamento das Etapas
Etapa
Responsável
Atividades principais
Produto esperado
E1
PROPEP / PROEXC /
Coordenadores
Monitoramento de editais; prospecção ativa;
articulação com FUNDEPES
Portfólio atualizado de oportunidades
E2
PROGINST
Verificação de alinhamento estratégico ao PDI;
análise de viabilidade
Parecer de viabilidade estratégica
E3
Procuradoria /
PROGINST
Análise técnica e jurídica; avaliação de riscos
Parecer técnico-jurídico
E4
CONSUNI / Reitoria
Deliberação colegiada; designação de
coordenador
Ato formal de aprovação
E5
Coordenadores /
FUNDEPES
Elaboração do plano de trabalho e orçamento;
submissão ao financiador
Proposta submetida ou instrumento assinado
E6
Coordenadores /
FUNDEPES
Execução do projeto; aquisições; comunicação
com financiador
Relatórios periódicos e entregas
E7
PROGINST / AG
Acompanhamento de metas e orçamento;
identificação de desvios
Relatórios de monitoramento
E8
Coordenadores /
FUNDEPES
Elaboração de relatórios finais; conformidade com
auditorias
Prestação de contas aprovada
E9
PROGINST / AG
Registro de lições aprendidas; atualização do
portfólio
Relatório de encerramento
A implantação do manual ocorrerá de forma progressiva, partindo da institucionalização formal até a plena
operacionalização dos fluxos propostos.
Etapas de Implantação
Etapa
Atividade
Responsável
Prazo
1
Aprovação pelo CONSUNI
Reitoria / PROGINST
1.º mês
2
Capacitação inicial (workshop)
PROGINST / FUNDEPES
2.º mês
3
Configuração do portfólio de projetos
NTI / PROGINST
3.º - 4.º mês
4
Critérios de distribuição interna do
overhead
CONSUNI / Reitoria
3.º - 5.º mês
5
Publicação de checklists e modelos
PROGINST
4.º mês
6
Linha de base dos indicadores
PROGINST / AG
6.º mês
7
Revisão anual das diretrizes
PROGINST / CONSUNI
A partir do 12.º mês
11
RELATÓRIO TÉCNICO CONCLUSIVO
Papéis e Responsabilidades
A governança da captação depende da atuação coordenada de diferentes atores institucionais. O mapa a seguir situa
cada ator em relação à instância central de coordenação estratégica.
Reitoria / CONSUNI
Procuradoria Federal
PROPEP
PROGINST
AG
PROEXC
FUNDEPES
Coordenadores de
Projetos
A PROGINST coordena a articulação estratégica entre pró-reitorias, FUNDEPES e órgãos de controle.
Responsabilidades por Ator
Ator
Reitoria
PROGINST
PROPEP
Responsabilidades principais
Aprova convênios de grande porte; define prioridades estratégicas; assina instrumentos.
Garante alinhamento ao PDI; monitora portfólio de projetos; consolida indicadores; acompanha
execução orçamentária.
Coordena captação para pesquisa e pós-graduação; articula com CNPq, CAPES e FAPEAL.
PROEXC
Coordena captação para extensão; articula com órgãos públicos e sociedade civil.
FUNDEPES
Gerencia execução financeira dos recursos captados; intermedia com financiadores;
administra contratos.
Coord. de Projetos
Responsabilidade técnica pela execução; elaboração de relatórios; prestação de contas.
AG
Auditoria interna dos processos; emissão de pareceres e recomendações.
Procuradoria
Federal
Análise jurídica dos instrumentos; pareceres de conformidade legal.
CONSUNI / CEPE
Deliberação colegiada sobre convênios relevantes; aprovação de normas internas.
13
RELATÓRIO TÉCNICO CONCLUSIVO
Matriz RACI por Etapa (E1–E9)
Ator
E1
E2
E3
E4
E5
E6
E7
E8
E9
Reitoria/CONSUNI
I
I
I
A
I
I
I
I
I
PROGINST
C
R
C
C
C
I
R
C
R
PROPEP/PROEXC
R
C
C
I
R
C
I
I
C
-
-
R
C
C
-
-
-
-
Coordenador
C
C
C
I
R
R
C
R
R
FUNDEPES
C
-
-
I
C
R
C
C
I
AG
-
-
C
I
-
I
R
C
I
Procuradoria Federal
R = Responsável · A = Aprovador · C = Consultado · I = Informado
Recursos Necessários
A implementação e a operação contínua do Manual demandam recursos de quatro naturezas, detalhados a seguir.
Tipo de recurso Descrição
Provisão
Normativo
Resolução do CONSUNI aprovando o Manual e a normativa
de distribuição interna do overhead.
Reitoria / CONSUNI
Tecnológico
Sistema de portfólio institucional de projetos, com registro,
monitoramento e painel de indicadores.
PROGINST / NTI
Humano
Equipe técnica da PROGINST para consolidação de
indicadores; coordenadores capacitados nos checklists.
PROGINST / PROPEP / PROEXC
Financeiro
Fundo institucional de captação para apoiar projetos
estratégicos emergentes e unidades com menor capacidade
autônoma.
PROGINST / Reitoria
14
RELATÓRIO TÉCNICO CONCLUSIVO
Cronograma
O cronograma consolida, em meses, as sete etapas do plano de implantação, a partir da aprovação do Manual pelo
CONSUNI.
N.
Etapa
1
Aprovação pelo
CONSUNI
Submissão do manual para
apreciação e aprovação pelo
Conselho Universitário
Capacitação
inicial
Realização de workshop com pró- PROGINST /
reitores, coordenadores e gestores PROPEP / PROEXC
da FUNDEPES
3
Implantação do
portfólio
Configuração ou adequação do
sistema de informação para registro
PROGINST / NTI
e monitoramento do portfólio
institucional
4
Elaboração e aprovação de
Publicação dos normativa interna com os
critérios
percentuais de distribuição do
overhead
5
Disponibilizaçã Publicação dos checklists,
formulários e modelos no portal
o dos
interno da UFAL
checklists
6
Primeira
avaliação dos
indicadores
7
Revisão anual
do manual
2
Descrição
Responsável
Reitoria /
PROGINST
Prazo
1.º mês
Entregável
Resolução
CONSUNI de
aprovação do
manual
2.º mês
Servidores-chave
capacitados; material
de treinamento
disponibilizado
3.º ao 4.º mês
Sistema de portfólio
operacional com
projetos ativos
cadastrados
PROGINST /
Reitoria / CONSUNI 3.º ao 5.º mês
Resolução com
critérios formalizados
de distribuição
interna
4.º mês
Ferramentas
disponíveis para uso
por todos os
servidores
Levantamento dos dados de linha
de base dos indicadores propostos PROGINST
neste manual
6.º mês
Painel de
indicadores com
dados do exercício
corrente; metas
ajustadas
Avaliação da aplicação do manual,
coleta de sugestões e atualização
das diretrizes
Anual (a partir
do 12.º mês)
Versão atualizada do
manual aprovada
pelo CONSUNI
PROGINST / NTI
PROGINST /
Comissão
Institucional
15
RELATÓRIO TÉCNICO CONCLUSIVO
Resultados Esperados
A implementação do Manual deve produzir os seguintes resultados institucionais:
1.• Redução dos riscos de controle identificados pelo TCU nas auditorias das IFES.
2.• Aumento da efetividade da captação por meio de prospecção ativa e coordenada.
3.• Maior equidade na distribuição interna dos recursos captados entre unidades acadêmicas.
4.• Fortalecimento da relação entre UFAL e FUNDEPES na execução financeira dos projetos.
5.• Melhoria dos indicadores de transparência e governança institucional.
6.• Maior aderência dos projetos captados ao Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI 2026–2032).
Indicadores
O painel de indicadores permite acompanhar objetivamente o desempenho da captação e da governança de recursos
externos.
Indicador
Fórmula
Period.
Responsável
Meta
Taxa de aprovação de
projetos submetidos
(N.º aprovados / N.º submetidos)
x 100
Semestral
PROGINST / PROPEP
>= 40%
Volume total de recursos Soma dos instrumentos firmados
captados
no exercício
Anual
PROGINST
+10% a.a.
Taxa de projetos
alinhados ao PDI
(Projetos aderentes / Total
aprovados) x 100
Anual
PROGINST
100%
Taxa de prestação de
contas no prazo
(PCs no prazo / PCs devidas) x
100
Semestral
PROGINST /
FUNDEPES
>= 90%
Taxa de execução física
dos projetos
(Metas cumpridas / Metas
previstas) x 100
Trimestral
PROGINST / Coord.
>= 80%
Anual
PROGINST
>= 70%
Trimestral
PROGINST /
FUNDEPES
100%
Distribuição equitativa por (Unidades com projetos ativos /
unidade
Total) x 100
Índice de conformidade
da FUNDEPES
(Relatórios entregues no prazo /
Devidos) x 100
Metas dos Indicadores (%)
Aprovação
40%
Alinhamento PDI
100%
PC no prazo
90%
Execução física
80%
Distrib. equitativa
Conform. FUNDEPES
70%
100%
0
20
40
60
80
100
16
RELATÓRIO TÉCNICO CONCLUSIVO
Riscos
A gestão de riscos é realizada por meio de Matriz de Riscos, elaborada pelo coordenador da ação e validada pela PROGINST antes
do início da execução. Probabilidade e impacto são classificados como Baixo (1), Médio (2) ou Alto (3). A criticidade é definida como
o produto entre ambas as medidas, sendo classificada como baixa (1–2), média (3–4) ou alta (6–9).
Risco
Prob. Imp. Crit. Medida de mitigação
Responsável
1. Atraso na liberação
de recursos
2
3
6
Reserva orçamentária de contingência;
comunicação preventiva ao financiador
Coord. / PROGINST
2. Dificuldade de
contratação de pessoal
2
2
4
Mapeamento de colaboradores com
antecedência mínima de 60 dias
Coordenador
3. Mudança normativa
durante a execução
1
3
3
Monitoramento de publicações do
financiador; consulta jurídica imediata
Coord. / Proc. Federal
4. Inadimplência de
fornecedor
1
2
2
Exigência de garantias contratuais;
verificação de regularidade fiscal
PROGINST / FUNDEPES
5. Desvio de metas
físicas
2
2
4
Revisão do cronograma no primeiro relatório
trimestral
Coordenador
6. Perda de
documentação
comprobatória
1
3
3
Digitalização imediata dos documentos; uso
do sistema SEI
Coord. / PROGINST
Matriz de Riscos (Criticidade = Probabilidade × Impacto)
Impacto
4
3
8
3
6
2
2
4
1
2
1
0
Probabilidade
3
4
RELATÓRIO TÉCNICO CONCLUSIVO
17
Monitoramento
• Todos os projetos e convênios em execução devem ser registrados no sistema de informação institucional, com
financiador, valor, prazo, coordenador, unidade e situação.
• O portal de transparência da UFAL deve publicar mensalmente o painel consolidado de projetos em execução.
• A FUNDEPES deve encaminhar relatórios trimestrais de execução financeira à PROGINST para consolidação.
• Convênios, TEDs e contratos de P&D devem ser publicados no Portal de Transparência em até 15 dias após a
assinatura.
Conclusão
O diagnóstico realizado evidenciou que a UFAL capta e executa recursos externos sem um instrumento próprio de
governança, o que gera riscos de controle, assimetrias distributivas e perda de efetividade na prospecção. O Manual
aqui sintetizado responde diretamente a essa lacuna, articulando fundamentação normativa, teórica e empírica em
um fluxo institucional único, uma matriz de responsabilidades explícita, indicadores mensuráveis e ferramentas
operacionais de uso imediato.
A adoção das diretrizes propostas, a partir da aprovação pelo CONSUNI e da implantação gradual descrita no plano
de implementação, tende a fortalecer a sustentabilidade financeira da UFAL sem comprometer sua autonomia
acadêmica, ampliando a transparência e a previsibilidade dos processos de captação, governança e prestação de
contas de recursos externos.
18
RELATÓRIO TÉCNICO CONCLUSIVO
Protocolo de Entrega da Proposta aos Praticantes
AO: [Órgão de destino]
INSTITUIÇÃO DE DESTINO: [Instituição de destino]
Pelo presente, encaminhamos o produto técnico-tecnológico intitulado "Manual de Diretrizes para Captação,
Governança e Aplicação de Recursos Externos na Universidade Federal de Alagoas (UFAL)", derivado da
Dissertação de Mestrado "[título da dissertação]", de autoria de "[nome do(a) mestrando(a)]".
Os documentos citados foram desenvolvidos ao longo do Mestrado Profissional em Administração Pública em Rede
Nacional (PROFIAP).
A solução técnico-tecnológica é apresentada sob a forma de manual técnico/de diretrizes institucionais, e seu
propósito é sistematizar o processo de captação, governança e aplicação de recursos externos no âmbito da UFAL.
Solicitamos, por gentileza, que ações voltadas à implementação desta proposição sejam informadas à Coordenação
Local do PROFIAP, por meio do endereço [e-mail institucional da Coordenação].
CIDADE / UF: Maceió-AL
DATA: [dia] de [mês] de 2026
REGISTRO DE RECEBIMENTO
Assinatura, nome e cargo do(a) recebedor(a)
Data
19
RELATÓRIO TÉCNICO CONCLUSIVO
REFERÊNCIAS
• ANDES-SN. Relatório sobre o financiamento das
universidades federais brasileiras 2020–2025. Brasília:
ANDES-SN, 2025.
• BRYSON, J. M. Strategic planning for public and
nonprofit organizations. San Francisco: Jossey-Bass,
1988.
• BRASIL. Constituição da República Federativa do
Brasil. Brasília: Senado Federal, 1988.
• JAEGER, R. B.; IMASATO, T. Formação de estratégias
de financiamento das universidades públicas brasileiras:
um estudo de caso na UFRGS. Revista de Ciências da
Administração, v. 26, n. 66, p. 1–34, 2024.
• BRASIL. Lei n.º 8.958, de 20 de dezembro de 1994.
Brasília: Presidência da República, 1994.
• BRASIL. Lei n.º 12.527, de 18 de novembro de 2011
(Lei de Acesso à Informação). Brasília: Presidência da
República, 2011.
• BRASIL. Lei n.º 13.243, de 11 de janeiro de 2016
(Marco Legal de C,T&I). Brasília: Presidência da
República, 2016.
• BRASIL. Decreto n.º 9.283, de 7 de fevereiro de 2018.
Brasília: Presidência da República, 2018.
• BRASIL. Decreto n.º 10.426, de 16 de julho de 2020.
Brasília: Presidência da República, 2020.
• BRASIL. Instrução Normativa STN n.º 2, de 2021.
Brasília: STN, 2021.
• PETTIGREW, A. M. Context and action in the
transformation of the firm. Journal of Management
Studies, v. 24, n. 6, p. 649-670, 1987.
• TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO. Relatório de
auditoria sobre a gestão de recursos externos nas IFES.
Brasília: TCU, 2023.
20
RELATÓRIO TÉCNICO CONCLUSIVO
PROTOCOLO DE ENTREGA DA PROPOSTA AOS PRATICANTES
À Pró-Reitoria de Gestão Institucional da Universidade Federal de Alagoas - PROGINST/UFAL,
Pelo presente, encaminhamos o Produto Técnico Tecnológico intitulado "Manual de Diretrizes para Captação,
Governança e Aplicação de Recursos Externos na Universidade Federal de Alagoas (UFAL)", derivado da
Dissertação de Mestrado intitulada "A Formação de Estratégias de Captação de Recursos na Universidade Federal de
Alagoas (UFAL) de 2020 e 2025", de autoria de José Cícero Correia Dos Santos Filho.
Os documentos citados foram desenvolvidos ao longo do curso de Mestrado Profissional em Administração Pública
em Rede Nacional (PROFIAP).
A solução técnico-tecnológica é apresentada sob a forma de manual técnico de diretrizes institucionais, sendo o seu
propósito sistematizar o processo de captação, governança e aplicação de recursos externos no âmbito da UFAL.
Solicitamos, por gentileza, que ações voltadas à implementação desta proposição sejam informadas à Coordenação
Local do PROFIAP, por meio do endereço profiap@feac.ufal.br.
Maceió-AL, _____ de ___________ de 2026.
Registro de recebimento
Assinatura, nome e cargo do recebedor
